Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Semana de Psicologia da UFMT

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PSICOLOGIA NO CONTEXTO DAS EMERGENCIAS HOSPITALARES
Brunna Gabriella Cavalheiro

Última alteração: 28-06-19

Resumo


PSICOLOGIA NO CONTEXTO DAS EMERGENCIAS HOSPITALARES

Palavras Chaves: Psicologia, Hospital, Aconselhamento e Emergências

Resumo: A importância de explanar a área da psicologia hospitalar e conhecer o trabalho do psicólogo no hospital, dificuldades, desafio como os das emergências hospitalares o que realmente acontece no ambiente hospitalar, onde os corredores viram settings terapêuticos para atendimento do paciente ou de algum familiar angustiado sem notícias do mesmo que entrou no centro cirúrgico. O paciente que chega em uma instituição hospitalar em estado de emergência, muitas vezes não podendo adiar seu tratamento, tratando-se de um estado de urgência, necessita de cuidados não só físicos para a manutenção da vida, mas também precisa de suporte e apoio emocional. A espera para saber o prognostico da condição clinica desperta do paciente emoções e aumento significativo do estresse, ansiedade, como relatado por, Glória Heloise Perez (2005, p. 55,65) “Destaca que a vivência da hospitalização em uma unidade de emergência é reconhecida como uma situação-limite, onde qualquer pessoa que tem a sua capacidade adaptativa posta à prova podendo apresentar quadros de desorganização psíquica, picos de ansiedade, entre outros de significativa importância”. A hospitalização tira o paciente do seu ambiente de conforto e seguro, como sua casa e sua família, para um ambiente hostil. O paciente perde sua autonomia e passa a obedecer às regras do ambiente hospitalar, o adoecer afasta o sujeito de uma condição de saúde e segurança, aproxima-se de uma condição de finitude vulnerabilidade, com demandas que chegam também até o psicólogo hospitalar, que é muitas vezes chamado para ajudar o paciente com suas emoções e reações após alguma medicação. A função do psicólogo dentro de uma unidade de emergência e de suma importância e multiplicidade a fatores psicossociais que abrangem o paciente, atendendo não somente o paciente, mas também seus acompanhantes que estão angustiados querendo saber notícias do indivíduo, que chegou em estado de emergência entrou no centro cirúrgico e não saiu mais os familiares ou quem quer que seja a pessoa que está o acompanhando sofre sem saber notícias do mesmo, que está passando por alguns procedimentos. Como citado por Barbosa (2007 p. 73,81) “Em função da emergência, pacientes e familiares são conduzidos a essa situação sem ao menos poderem refletir a respeito. O desconhecido, a urgência, a insegurança, o incômodo ao sentir dor, a preocupação com a existência de recursos materiais e humanos que possam suprimir suas necessidades a tempo, promovem angústias e fantasias muitas vezes impensáveis. São momentos de estresse e angustia e sensação que a morte está próxima, conflitos internos carregados de emoções e pensamentos sobre o que o paciente está passando. Trabalhar em um setor de emergência, é nunca saber o que há de chegar no momento do plantão, seja ele médico quanto psicológico, cada caso é um novo estudo e percurso diante da situação que o paciente entra no ambiente hospitalar. A cada emergência a assistência da psicologia deve estar pronto para o ambiente cercado pôr series de intenso sofrimento físico e emocional e morte, o psicólogo em si trabalha na qualidade do atendimento para amenizar o sofrimento do paciente e as possíveis intervenções. Como relatado por Romano (1999) apud Rossi, Gavião, Lucia e Awada (2004) de um setor destinado ao diagnóstico e tratamento de pacientes acidentados ou acometidos de mal súbito, o Pronto Socorro passou a ser um serviço que absorve todos os problemas físicos e sociais. Como citado anteriormente o ambiente hospitalar de emergência é um ambiente imprevisível, onde paciente com danos físicos ou até mesmo em surtos psicóticos dão entrada na emergência em busca de suporte e assistência médica, e o psicólogo está para no ambiente para acolher a demanda que surgir. O sofrimento psíquico diante do ambiente hospitalar deve ser tratado, onde o paciente que chegou em estado de emergência não sabe ao certo quando irá ter alta médica, e o ambiente em si causa frustações para o mesmo, é de suma importância que o psicólogo trabalhe com esse paciente suas emoções, ajustamento, sentimentos e comportamentos.

REFERÊNCIAS:

BARBOSA, Leopoldo Nelson Fernandes et al. Reflexões sobre a ação do psicólogo em unidades de emergência. Rev. SBPH, Rio de Janeiro, v. 10, n. 2, p. 73-81, dez.  2007 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582007000200009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 15 jun.  2019.

ROSSI, Luciane De et al. Psicologia e emergências médicas: uma aproximação possível. Psicol. hosp. (São Paulo), São Paulo, v. 2, n. 2, dez.  2004 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-74092004000200009&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 15 jun.  2019.