Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Semana de Psicologia da UFMT

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GINÁSTICA CEREBRAL: PRÁTICAS QUE PROMOVEM O BEM-ESTAR SUBJETIVO
Fernando Denis Assunção Leite, Rita Eliana Masaro

Última alteração: 24-06-19

Resumo


O nosso cérebro é responsável pela forma como entendemos os elementos e situações que acontecem a nossa volta, segundo as neurociências, que estudam e administram o funcionamento do sistema nervoso e as particularidades elementares do nosso cérebro, que se relacionam entre si e dão origem ao comportamento humano. Abordada cientificamente, as neurociências trazem na sua essência uma equipe de trabalhadores que abrange (psicólogos, psiquiatras, biólogos, especialistas, pedagogos, Terapeutas Ocupacionais, além de outras especialidades) estudos diretamente com o nosso organismo, nosso comportamento e as relações que fazemos com o espaço. Conhecer o cérebro traz grandes benefícios para aperfeiçoarmos nossas capacidades intelectuais e aprimorar a base do desenvolvimento e processamento da inteligência. O cérebro depende das interações sociais que o cerca, ele desenvolve com os aprendizados, ele muda quando há construções afetivas e efetivas, ele se transforma conforme o tempo, ele é afetado pelos alimentos que comemos, pelas relações sociais e pelas construções e experiências que fazemos durante a vida. Portanto, devemos propiciar a ele experiências significativas que fazem parte da nossa rotina envolvendo as capacidades relevantes a cada ser estimulando as múltiplas inteligências. Muitas queixas sobre perda de memória são relatadas, perda de algumas funções cognitivas que desempenhavam prontamente bem, mas que vem perdendo, isso vêm preocupando alguns por conta da idade, um fator que não afeta diretamente a memória – mas perde o interesse, acostumados aos dias iguais. Essas habilidades nos providenciam suporte crítico ao nosso aprendizado. Para fins, as funções cognitivas atuam de maneira harmoniosa, quando há capacitação adequada para a idade certa e treino especifico, exercendo papel importante na consciência, na tomada de decisões, nas soluções de problemas e controle sobre si. Por meio dessa discussão sobre a importância de levar o cérebro às experiências que a desenvolve significativamente, propomos neste minicurso um espaço prazeroso, vivenciando na prática ferramentas que exploremos nossas múltiplas inteligências e que levará cada indivíduo a diferentes concepções sobre jogos. Há jogos que remetem a criatividade e imaginação, outros que utilizam da memória na identificação das respostas, raciocínio lógico como busca para resolução de problemas, outros, habilidades como a socialização e tomada de decisão. Trazer para o contexto do cursista o autoconhecer como tomada de consciência das próprias habilidades e metas durante a participação prática dos jogos, tomar as decisões corretas diante as jogadas e ter controle dos desejos tomando consciência dos propósitos e objetivos que quer alcançar, estimular as próprias qualidades de enfrentamento dos medos ao tomar decisões, construir estratégias quando necessário, aceitar e reconhecer as emoções que surgirem no caminho. Portanto, beneficiar ao participante momentos de descontração e aprendizagem. São muitos os exercícios que colaboram na estimulação das habilidades cognitivas, e mais, são importantes para quem deseja vivenciar essa prática, e sair da sua zona de conforto experimentando situações reais. Utilizaremos os jogos como estratégia de ensino e aprendizagem para colocar em prática a descoberta das habilidades que desempenhamos no dia a dia. Para corroborar com a ginástica cerebral, ofereceremos como ferramenta os principais materiais: ábaco, instrumento milenar como calculadora terá como foco principal o desenvolvimento da atenção e concentração, bem como a criatividade e coordenação motora fina; jogo – Tesouro do dragão – em grupo desenvolvendo diferentes maneiras de identificar as diversos conceitos da memória; jogo – Troca de Bases – ferramenta que estimula o foco, atenção, concentração e trabalho em equipe para chegar a um resultado; jogos de raciocínio lógico; e outras ferramentas pertinentes para o nosso aprendizado. Resiliência, que é a capacidade que temos em adaptar às situações adversas com experiencias infelizes que já tivemos na vida, e poder caminhar superando com positividade. A resiliência é muito complexa e varia de pessoa para pessoa. Mas temos as neurociências para evidenciar respostas já existentes. Pretendemos mostrar com os jogos, que existem ferramentas que colaboram com o cérebro e com a sua funcionalidade, e que quando a compreendemos através do simples jogar e brincar, desenvolvemos habilidades para conseguir refletir sobre os caminhos que queremos trilhar. Por meio destas ferramentas, podemos refletir também a maneira como encaramos a vida de uma perspectiva feliz. Bem-estar é subjetivo, acompanha uma vasta espécie de fenômenos que engloba “explicações” emocionais nas pessoas, níveis de satisfação e como julgamos as satisfações da vida.

Palavras-chave: Neurociências, bem-estar subjetivo, estimulação cerebral, estimulação cognitiva.