Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Semana de Psicologia da UFMT

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ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: PRÁTICAS E TÉCNICAS PSICOMÉTRICAS
Jaqueline Correa Rocha, Rita Eliana Masaro

Última alteração: 24-06-19

Resumo


A Orientação Profissional (OP), antes denominada de Orientação Vocacional (OV), apresenta várias intervenções para auxiliar o indivíduo na escolha ocupacional, no desenvolvimento de carreira, recolocação profissional e na orientação para aposentadoria. Pode ser realizada na modalidade grupal ou individual e existem testes psicológicos específicos para a Orientação Profissional. No entanto o uso de técnicas e testes psicométricos devem estar embasados teoricamente e atrelados aos objetivos pretendidos. O objetivo é de apresentar breve histórico do surgimento da Orientação Profissional, descrever práticas de Orientação Profissional no contexto brasileiro do século XXI e testes psicológicos utilizados em Orientação Profissional aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia através do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos – SATEPSI. A metodologia será um Minicurso com aula expositivo-dialogada sobre OP, passando por breve histórico; possíveis práticas de OP no contexto brasileiro do século XXI e testes psicológicos favoráveis à prática.  A OP surgiu em 1909, através de Frank Parsons, representando o início dessa proposta de auxílio a jovens indecisos na escolha da ocupação e sua denominação era Orientação Vocacional (OV), termo que sugere a ideia de vocação como aquilo que está dentro de si como uma missão, um dom ou aquilo que a pessoa sente que quer fazer, portanto visava a definição da profissão mais adequada ao indivíduo. No entanto, por volta da década 50 surgem teorias desenvolvimentistas que sugerem uma Orientação Vocacional voltada para todos os indivíduos, de qualquer idade, não apenas para escolha da profissão, mas também para desenvolvimento de carreira, dando base para uma nova terminologia, Orientação Profissional, a qual representa o contexto brasileiro do séc. XXI no âmbito da construção de carreira. A procura por Orientação Profissional tem crescido significativamente não apenas no âmbito da escolha profissional, mas em reorientação profissional, desenvolvimento de carreira, acompanhamento de pais de orientandos e orientação para a aposentadoria, refletindo as mudanças no mundo do trabalho e a ampliação das possibilidades de inserção ocupacional. Com isto são ampliadas as possibilidades de intervenção e técnicas utilizadas, dentre as quais destacam-se a grupal e individual. A OP pode ser realizada no ambiente escolar, clínico, organizacional em modalidades grupais ou individuais. A modalidade individual tem suas peculiaridades e se diferencia de uma psicoterapia consistindo em entrevistas, elaboração de atividades, tarefas para casa e preenchimento de checklists, possibilitando a participação ativa do orientando no seu processo. A Orientação Profissional por meio de testes vocacionais se mostrava insuficiente para a problemática dos jovens que procuravam pelo atendimento, e suas demandas eram carregadas de valores grupais, influência de familiares e/ou amigos e sentimentos característicos do desenvolvimento psicossocial. Assim Maria Margarida Carvalho inicia a Orientação Profissional em grupo na década de 70 no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – USP. Os grupos de OP proporcionam aos indivíduos o compartilhamento de experiências, dúvidas, inseguranças favorecendo desenvolvimento de empatia e ajuda mútua na elaboração de processos. Na execução da Orientação Profissional é possível utilizar testes psicológicos específicos de OP. Os testes favoráveis ao uso são encontrados na página do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos-SATEPSI, o qual foi desenvolvido pela Conselho Federal de Psicologia. Os teste são avaliados frequentemente e contam com prazo de normatização e validade, portanto é necessário estar atento para usar apenas os testes que estejam dentro desses prazos. A Resolução CFP Nº 009/2018 estabelece as normas e instruções para a realização de Avaliação Psicológico e regulamenta o SATEPSI descrevendo as diretrizes para o uso dos testes pelo profissional psicólogo e os requisitos para que um instrumento seja reconhecido como um teste psicológico. Além disso, em relação ao uso de técnicas e testes psicológicos é necessário ressaltar que toda técnica precisa de uma teoria que a sustente e embase para que seja viável no alcance dos objetivos planejados. Espera-se que este seja um espaço de trocas sobre conhecimentos básicos a respeito da Orientação Profissional em seu contexto histórico e teórico, consolidando embasamentos teóricos visando futuras práticas no contexto universitário.

Palavras-chave: Orientação Profissional, Testes psicológicos, Desenvolvimento de Carreira.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CARVALHO, M. M. M. J. DE. Orientação Profissional em Grupo. São Paulo: Editorial Psy, 1995.

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LEVENFUS, R. S.; SOARES, D. H. P. Orientação Vocacional Ocupacional. 2. ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 

LISBOA, M. D.; SOARES, D. H. P. Orientação profissional em ação - 2: Formação e prática de orientadores. Summus Editorial, 2018. v. 2

 

RIBEIRO, M. A.; MELO-SILVA, L. L. Compêndio de Orientação Profissional e de Carreira: Enfoques Teóricos contemporâneos e modelos de intervenção. São Paulo: Vetor, 2011. v. 1

Testes Favoráveis | SATEPSI.

SOARES, Dulce Helena Penna; KRAWULSKI, Edite. Modalidades de trabalho e utilização de técnicas em orientação profissional. In LEVENFUS, R. S.; SOARES, D. H. P. Orientação Vocacional Ocupacional. 2. ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.