Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Semana de Psicologia da UFMT

Tamanho da fonte: 
PROJETO CARTILHA UFMT: Promoção Digital de Material Informativo
Izadora Mendonça Melo, Adalberto Pereira André Junior, Clecia Lino da Silva, Fernanda Batista do Prado, Lucas Guerra da Silva

Última alteração: 19-06-19

Resumo


O presente trabalho teve como pauta tornar acessível as atribuições da instituição Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT e seus departamentos, sendo a descrição de seus setores e principal importância dessas atribuições na vida acadêmica. A experiência se desenvolveu uma vez que grande parte grande parte dos acadêmicos desconhecem a viabilidade dos órgãos da universidade. O projeto cartilha se nomeia “Você não sabe onde, mas eu sei” e reúne secretarias, administração superior, colegiados deliberativos, serviços ao usuário e complementares. Tendo como prioridade, a acessibilidade na veiculação dessas informações sobre os departamentos, setores e diretorias que os/as discentes procuram na UFMT. Além disso, busca possibilitar de forma breve a identificação desses locais, seu funcionamento, localização e contato. A experiência é consequência de uma atividade desenvolvida no decorrer das disciplinas de Psicologia Institucional e Psicologia nos Contextos Educacionais II do curso de psicologia e realizou-se entre os meses de março de abril de 2019. Contudo, o estudo ultrapassa esse limite da sala de aula, pois engloba práticas sobre instituições que vivemos, assim como, aquilo que acontece no mundo e isto foi impactante, positivo e primordial no desenvolvimento do projeto. Observou-se a importância da divulgação dos órgãos reguladores da vida acadêmica, pois percebeu-se a dificuldade de entender o papel destes e quais os direitos vigentes por grande parte dos alunos do curso de Psicologia. Portanto, o trabalho visou proporcionar conhecimento sobre os departamentos reguladores da UFMT de forma resumida e organizada, levando em consideração o público estudantil, na distribuição do material que pode ser uma ferramenta de mobilidade aos recursos na vida acadêmica. Uma vez que o acesso à informação é o foco da cartilha, vê-se nisso uma caracterização política, pois segundo Aristóteles, o homem é um animal político e está diz respeito sobre a vida na polis, sobre a organização, objetivos da comunidade, bem como decisões que circundam essa via, (DALLARI,1983). Além disso, tomou-se o processo como uma vertente política, pois segundo Dallari (1983), independente dos meios utilizados para tomada de decisão, pode-se chamar de política o contexto que se insere numa organização social que procura atender a necessidade de convivência humana, assim como toda ação humana que produza um efeito sobre a organização, o funcionamento e objetivos de uma sociedade. Não obstante, constitucionalmente a informação é um direito de todo cidadão, conforme ressalta Lopes (2012), a Lei de Acesso a Informação tornou-se constitucional no dia 18 de novembro de 2005, instituída pelo Poder Executivo Federal. Tornando a transparência pública um dever, ainda que frágil em alguns aspectos, por um poder público obsoleto, que não possui uma agenda voltada a definição e implementação dessa política que garantam a manutenção dessas práticas. Assim, nota-se na universidade, uma busca em atender as necessidades acadêmicas, bem como as de transparência pública do acesso a informação. Além das necessidades sociais, identificando as necessidades do meio, visto, por exemplo, em órgãos como a Pró Reitoria de Assistência Estudantil (PRAE), o qual busca gestão e acompanhamento de políticas institucionais no âmbito da assistência estudantil e de ações afirmativas, no atendimento de demandas e necessidades sócio assistenciais. Contudo, esse acesso à informação muitas vezes é dificultado, pois essa, não está muitas vezes, organizada e estruturada num só material. Portanto, objetivamos por meio desse projeto tornar viável o acesso, de forma atrativa e sistematizada num só arquivo, não apenas do conhecimento de auxílios acadêmicos, como o exemplificado anteriormente, mas sim de possibilidades de participação daquilo que a universidade oferece, como uma forma de emancipação. Da mesma forma, procuramos atender essa demanda institucional com didática, além de facilitar a vida dos discentes, tornar o meio institucional (UFMT) ferramenta de fortalecimento de vínculos universitários, os quais consequentemente, também estimula o desenvolvimento de uma universidade para todos. Portanto, a disposição do material foi uma intervenção institucional, uma vez que a tornamos publica pela propagação digital nos e-mails das turmas do curso de Psicologia, bem como a coordenação.

PALAVRAS-CHAVE: Psicologia Institucional, Contexto Educacional, Acesso a Informação.

REFERÊNCIAS

DALLARI, Dalmo Abreu. O Que é Participação Política. São Paulo: Editora Brasiliense,1984.

LOPES, Cristiano Aguiar. Acesso à informação pública para a melhoria da qualidade dos gastos públicos–literatura, evidências empíricas e o caso brasileiro. Caderno de Finanças Públicas, v. 8, p. 5-40, 2007.