Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural ​

Tamanho da fonte: 
A PAISAGEM URBANA E OS MODELOS DE DESENVOLVIMENTO POLÍTICO-ECONÔMICOS: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE TRÊS ÁREAS DE ESTUDO NACIONAIS.
André Luís Cordeiro da Costa, Sávio Guimarães, Jéssica Neves

Prédio: Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal
Sala: Apresentação Artigos 02
Data: 04-10-2017 03:00  – 03:20
Última alteração: 18-09-17

Resumo


Três áreas resultantes de um conjunto de grandes intervenções arquitetônicas, motivadas pelos modelos de desenvolvimento político-econômicos, sobre um território até então inexplorado, são o objeto de estudo deste artigo. A primeira, associada à produção industrial de erva-mate ao final do século XIX e princípio do século XX; a segunda e a terceira, vinculadas à indústria têxtil no mesmo período. O objetivo está na melhor compreensão de problemáticas pertinentes às intervenções sobre a paisagem urbana através de uma análise comparativa entre esses três casos que, distintos, não deixam de ser complementares. Compreendemos que as fronteiras que foram transcendidas pelas tantas alterações empreendidas no cotidiano pela sociedade – que se impôs à natureza de diferentes modos através da arquitetura – foram mantidas ou reconfiguradas ao longo do tempo em decorrência dos modelos político-econômicos adoptados. Para tal, a metodologia adoptada se ampara em extensa revisão bibliográfica sobre a paisagem como patrimônio, segmento que está em constante revisão. Para além da comparação regular metódica sobre as diferenças sucessivas crescentes e do elenco objetivo de analogias e afinidades entre os casos analisados – amplamente difundidos no âmbito acadêmico – recorre-se à confrontação entre as fontes documentais primárias, obtidas através de registos fotográficos, levantamentos in loco, mapas, plantas e ofícios produzido ao longo dos anos, e as fontes secundárias, embora ainda seja limitada a quantidade de trabalhos acadêmicos sobre o tema. Se na primeira área, em Curitiba, constatamos a destruição da paisagem já consolidada mediante o crescimento desenfreado do mercado imobiliário e da indústria da construção civil, na segunda, em Juiz de Fora, verificamos através da falta de manutenção dos edifícios que a conformam, uma perda significativa da importância que dantes lhe era dada. Entretanto, é na terceira, em Blumenau, que averiguamos um bom exemplo a nível de valorização do existente, a despeito das fortes crises econômicas pelas quais o país passou no último século.