Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural ​

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Praça da Mandioca: um convite à contação de sua história
Lobato Lobato Ferreira

Prédio: Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal
Sala: Saguão Externo
Data: 04-10-2017 10:00  – 11:00
Última alteração: 18-09-17

Resumo


O presente trabalho apresenta a história da Praça da Mandioca, localizada no Centro
Histórico de Cuiabá. Historicamente já recebeu várias denominações até ser
identificada popularmente, de “Praça da Mandioca”. No ano de 1991, o decreto Lei nº
2.897/91 oficializa sua denominação de Praça Dona Bem Bem. Sua importância justificase na formação do núcleo urbano do Centro Histórico de Cuiabá. Conforme registros do
período, as primeiras habitações com caráter definitivo de Cuiabá se localizaram na
atual Praça da Mandioca. O processo histórico colonial mato-grossense foi marcado
pela fixação, contrariando movimentos itinerantes comuns em áreas de exploração
unicamente aurífera. Um dos fatores que contribuíram para esse caráter de
permanência, de ocupação do espaço é atribuído ao incentivo na fixação de mestres
de ofício, tal fixação foi importante para a vida sócio econômica do Arraial e
contribuição na formação de habitações locais. Outro fator, foram as obras públicas
realizadas nos anos de 1727 a 1732, em destaque à Casa da Câmara e às “Fontes
Públicas”. A partir da década de 1960, o logradouro passou a ser um retiro da noite
cuiabana, tornando-se referência da boemia e da cultura local e representava uma das
poucas opções de lazer da cidade. Nos anos de 1990, Cuiabá possuía outras opções de
lazer e a praça, como espaço de lazer, foi esquecida. Atualmente ela é frequentada
por um grande número de pessoas. Em 2013, ela foi incluída no programa PAC Cidades
Históricas, cujo projeto irá contemplar intervenções paisagísticas, de iluminação,
pavimentação e acessibilidade. O presente trabalho comunga da concepção de que
a apropriação do espaço inclui o afetivo, o imaginário, o sonho, o corpo e o prazer, que
caracterizariam o homem como espontaneidade, como energia vital.