Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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COM TRAMAS E SEM DRAMAS EU NARRO A NOSSA HISTÓRIA: PRODUÇÃO DE NARRATIVAS VISUAIS NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO HISTÓRICA
Aletheia Paula Lapas Prado

Última alteração: 29-09-17

Resumo


O presente trabalho situa-se no campo da didática da História. Nosso objetivo é compreender como as aulas de História, fazendo uso da dramatização, podem auxiliar os jovens estudantes a desenvolverem a sua consciência histórica e estimular o diálogo entre a imaginação e a ciência, a partir da investigação das produções narrativas encenadas pelos alunos das turmas dos oitavos e nonos anos da Escola Estadual Luiza Nunes Bezerra, localizada no município de Juara, Mato Grosso.  A dramatização como instrumento didático consiste numa prática que visa explorar as potencialidades criativas de cada educando, além de valorizar a expressão oral e as suas subjetividades.  Para o ensino de História, a dramatização oportuniza o uso de recursos discursivos e argumentativos que narram as ações humanas ao longo do tempo. Ao analisar essas produções narrativas, é possível entender como os nossos jovens estudantes concebem o passado e quais sentidos atribuem à história; podemos ainda, identificar a influência das aulas de História, dos meios de comunicação, das ideologias e da mentalidade do tempo presente nas narrativas criadas por esses educandos; Na perspectiva da educação histórica, a análise das narrativas produzidas pelos jovens estudantes é reveladora. Através das narrativas que produzem, os educandos demonstram suas elaborações cognitivas e recursos discursivos. Conhecendo a relação entre a narrativa e expressão da consciência histórica, é possível que os professores desenvolvam metodologias em que a competência narrativa esteja em evidência. Como profissionais responsáveis pelo ensino de História, a procura por novos métodos de ensino que levem à aprendizagens históricas significativas é essencial em nossos dias. Estamos diante de uma nova geração de alunos que aprendem ativamente. Precisamos conhecer as particularidades, as formas de aprender desses estudantes, para que o conhecimento histórico faça sentido.