Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Produção de gás de Brachiária brizantha cv. Piatã em Sistema Silvipastoril
JULIANA MARQUES FREIRE

Última alteração: 29-09-17

Resumo


A degradação de áreas antes férteis e a abertura de novas áreas que permitam manter a produtividade animal têm levado produtores e pesquisadores a buscar alternativas que possibilitem a manutenção do solo, do pasto e do componente ambiental a fim de que o uso racional desses recursos maximize a produção, causando o mínimo de impactos ambientais. Tecnologias vêm sendo estudadas e adaptadas à realidade de cada local e suas respectivas atividades produtivas. Dentre estas, podemos destacar o Sistema Silvipastoril (SSP), que permite produção animal e de árvores concomitantemente. A integração de atividades permite beneficiamento mútuo para os indivíduos inseridos no sistema. Além disso, este oferece serviços ambientais relevantes como a proteção de fontes de água, conservação da biodiversidade, mitigação de gases do efeito estufa, proteção do solo contra erosão entre outros. A adoção do SSP tem sido largamente utilizada para reduzir a deterioração do solo. Com suas raízes profundas, as árvores dentro do sistema estabilizam a massa física do solo deslocando nutrientes de áreas profundas para a superfície tornando-os disponíveis através da decomposição de folhas, galhos, flores e frutos, reduzindo as perdas por lixiviação, melhorando a fertilidade do solo e consequentemente a qualidade e a produtividade do pasto. Tendo em vista as características do SSP e seus benefícios sobre a qualidade da forragem, torna-se necessária a avaliação química e bromatológica para determinação do seu valor nutritivo. As forrageiras tropicais representam um dos recursos alimentares mais econômicos para a produção animal, conhecer sua taxa de digestão para estimar com maior exatidão o desempenho dos animais e maximizar a eficiência de utilização dos nutrientes torna-se essencial. A avaliação de alimentos atualmente tem recorrido a técnicas que permitem maior rapidez, com confiabilidade e custo reduzido para a adequação de dietas para ruminantes. Dentre as técnicas usuais podemos citar as “in vitro”, as quais permitem maior controle das condições experimentais, além de seu menor custo por necessitar de reduzido número de animais canulados (como doadores de liquido ruminal), permitindo trabalho com número variado de amostras por experimento, sendo eficiente, facilmte reproduzível e com alta correlação com resultados obtidos in vivo. A produção de gás in vitro permite aferir a digestibilidade da matéria seca (MS) e matéria orgânica (MO), indicando diretamente os produtos finais produzidos pela fermentação, como os gases dióxido de carbono e metano (CO2, CH4), e indiretamente a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), concentrações de nitrogênio amoniacal (N-NH3) e alterações na população de microrganismos, tendo como base as relações empíricas entre digestibilidade e a produção de gás in vitro. Os microrganismos ruminais fermentam o substrato produzindo gases como: dióxido de carbono, metano e ácidos graxos voláteis (AGVS), incluindo acetato, propionato e butirato. Objetiva-se, estimar o valor nutritivo, a taxa de acúmulo de forragem e a produção de gás “in vitro” de Brachiaria brizantha cv. Piatã em Sistema Silvipastoril em áreas com ou sem adubação, em 3 distâncias do renque de árvores.

Palavras-chave: Alimentação, Bovinos, Efeito estufa.