Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO E ESTRESSE OCUPACIONAL ENTRE ENFERMEIROS NO MODELO CLÍNICO HOSPITALAR
ROSEANY PATRICIA ROCHA, Antônio Cesar Ribeiro

Última alteração: 29-09-17

Resumo


O trabalho desempenha um importante papel na vida social e histórica dos indivíduos, além de ser um meio de crescimento individual.No setor saúde, à medida que o modelo clínico se desenvolveu diversos agentes foram sendo incorporados, compondo uma prática coletivizada, associada e hierarquizada, marcada pela divisão técnica e social do trabalho.Como parte constituinte do trabalho em saúde a enfermagem, se organizou assumindo como núcleo central das suas práticas o cuidado de indivíduos e ou coletividade, atendo as necessidades de saúde no transcurso do processo saúde e doença, quer no sentido de saná-las ou antecipá-las.Diferentes abordagens têm sido desenvolvidas para avaliar o impacto da alta demanda e controle sobre o trabalho da enfermagem.Dentre elas, destaca-se a teoria Demanda e Controle de Karasek, esse desequilíbrio entre demandas psicológicas e controle pode resultar em sobrecarga de trabalho, desgaste, falta de interesse, perdas de habilidades resultando em estresse ocupacional.O estresse é um dos problemas que mais afeta a saúde dos profissionais de enfermagem, visto que esses estão expostos grandes cargas de trabalho e um ambiente.Este estudo teve como objetivo identificar, por meio de um instrumento específico, o nível de estresse entre enfermeiros considerando a relação demanda psicológica e controle sobre o trabalho.Trata-se assim de estudo descritivo/exploratório, com delineamento transversal, cuja população foi constituída pelos enfermeiros lotados e em exercício na divisão de enfermagem do hospital em estudo.A coleta de dados foi realizada no primeiro semestre de 2017, onde foram aplicados dois instrumentos, o questionário sociodemografico e profissional seguido da escala estresse no trabalho (Job Stress Scale).Quanto os aspectos éticos, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Hospital Universitário Júlio Muller, com o parecer 252/2016.Os dados foram organizados e analisados, parcialmente, por meio de estatística com frequência absoluta e relativa, possibilitando apenas a descrição dos mesmos.Entre os 85 enfermeiros, 75 (88,2%) são do sexo feminino; 42 (49,4%) declaram viver com companheiro (a).A idade variou entre 24 e 59 anos, com faixa etária média de 29 a 34 anos 28 (33,1%). 48 (56%) declaram ter filhos.Quanto ao número de vínculos empregatícios, (80%) da população afirmou ter apenas um, seguido de 16 (18,8%) que refere ter dois vínculos, com três vínculos temos apenas 1 (1,2%) dos enfermeiros.Quanto ao nível de formação, 79 (92,9%) referiu possuir pelo menos uma especialização na área da saúde e 13 (15,3%) possuem mestrado.Do total da população, 79 (92,9%) exercem a função de enfermeiro assistencial e 5 (5,9%) declarou a função administrativa na gestão em enfermagem.Em relação ao perfil de saúde no trabalho, 17 (20%) do total declaram portar alguma doença crônica; 9 (10,6) declarou ter sofrido algum tipo de acidente de trabalho; e 6 (7,1%) referiu possuir doença ocupacional do tipo LER.Dos 85 enfermeiros, 37 (43,5 %) apresentou classificação econômica no nível B2. Em relação às características Demanda e Controle, houve prevalência de trabalhadores que possuem alta demanda no trabalho 53 (62,4) e alto controle 80 (94,1%), o que caracterizou no geral o trabalho ativo.O apoio social mostrou-se alto, com 77 (90,5%) entre os trabalhadores.