Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Efeitos de dieta hiperproteica contendo proteína do soro do leite em ratos submetidos ao treinamento físico resistido realizado em escada
Paula Caroline de Almeida, Thiago da Rosa Lima, Eudes Thiago Pereira Avila, Fabricio Azevedo Voltarelli

Última alteração: 25-09-17

Resumo


É sabido que as proteínas corporais sofrem constante processo de degradação e síntese (turnover proteico), o qual é responsável por retirar aminoácidos de outros tecidos (ex: fígado e músculo) e fornecê-los para a manutenção e/ou síntese de novas proteínas, uma vez que o organismo não é capaz de obter reservas desse nutriente para além do pool de aminoácidos intracelular. O fato de o organismo não possuir reservas proteicas como fonte de energia imediata, torna-o dependente do turnover proteico e, portanto, da constante reposição desse nutriente pela dieta. É consenso na literatura que atletas, ou até mesmo indivíduos submetidos a exercícios contínuos de alta intensidade, como por exemplo, o treinamento físico resistido, necessitam de um maior aporte proteico a fim de alcançarem adaptações orgânicas em menor tempo. No entanto, compreender que existem diferentes recomendações e, para além disso, saber aplicá-las corretamente, com base nos conceitos da fisiologia aplicada ao exercício, são fundamentais para a obtenção do melhor resultado em termos não somente de performance, mas, também, de marcadores relacionados à saúde do indivíduo. Em modelos animais, são escassos estudos que verificaram os efeitos de dieta rica em proteína associada ao treinamento resistido. Recentemente, nosso grupo de pesquisa investigou as respostas advindas da administração de dieta hiperproteica (a base de caseína) associada ao treinamento resistido de saltos na água; os resultados denotaram ocorrências de hiperglicemia, hipertrigliceridemia, aumento do peso e mudanças morfológicas em rins, fígado e músculos (gastrocnêmio e sóleo), os quais foram mais acentuados nos animais alimentados com dieta hiperproteica e mantidos sedentários, confirmando o efeito protetor do treinamento resistido aplicado. Ainda, nesse mesmo estudo, houve alteração morfológica negativa nos rins dos animais, a qual foi revertida após o período de treinamento. De acordo com os potenciais efeitos da dieta hiperproteica e do treinamento físico resistido relatados acima, o presente estudo terá o objetivo de investigar modulações metabólicas, morfológicas e moleculares da administração de dieta hiperproteica contendo proteína do soro do leite associada ou não ao treinamento físico resistido realizado em escada em ratos.