Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Análise integrada dos Estudos de Impactos Ambiental de quatro hidrelétricas na Bacia do Rio Teles Pires (MT)
Sandro Luiz Rostirolla

Última alteração: 01-10-17

Resumo


A região hidrográfica Amazônica tem um potencial hidrelétrico muito elevado e de importância econômica para o país, mas cujos impactos ambientais negativos vem sendo motivo de estudos e polêmicas no país e no mundo. No rio Teles Pires, que juntamente com o Juruena forma um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, o Tapajós, estão concentrados quatro empreendimentos hidrelétricos, sendo UHE Sinop, com capacidade de geração de energia cerca de 400MW, em fase de construção, UHE Colíder com 300MW, em fase de enchimento do reservatório (final da construção), UHE São Manuel com 750 MW, também em fase de construção, e UHE Teles Pires, em operação desde o final de 2014, com capacidade de geração de 1820 MW. Os Estudos de Impacto Ambiental (EIAs) destes empreendimentos, sendo parte da gestão dos recursos hídricos, deve adotar a bacia hidrográfica como unidade, de acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos e com os respectivos Termos de Referência, sempre de maneira integrada e considerando os usos múltiplos da água. Neste sentido, o presente trabalho tem por objetivo fazer uma análise integrada destes quatro EIAs já aprovados no rio Teles Pires. O enfoque e critérios da análise destes quatro EIAs foram: comparar seus custos-benefícios; identificar as sobreposições das áreas de influência direta e indireta; verificar a citação e o tipo de citação feita em cada EIA em relação aos demais e avaliar se todos consideraram como unidade de gestão a bacia hidrográfica, conforme estabelece a legislação. Para análise destes documentos, utilizou-se o método Check List e comparações e relação entre grandezas para classificar o custo-benefício de cada empreendimento.  Na avaliação de custo-benefício entre área alagada, tempo de residência, quantidade de concreto usado e desnível, a UHE Teles Pires, seguida de São Manoel, apresentaram a melhor relação, sendo que o pior custo-benefício foi constatado em UHE Sinop, seguida da UHE Colíder. A UHE Teles Pires foi a mais citada no EIA da UHE São Manoel e vice-versa, as demais tiveram poucas citações de cada uma em seus EIAs. As demais avaliações ainda estão sendo realizadas, bem como a discussão aprofundada dos dados obtidos.

Palavras-chave: Análise de custo-benefício; gestão de recursos hídricos; Região Hidrográfica Amazônica.