Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Caracterização Molecular e Patogênica de isolados de Fusarium solani em Maracujazeiro
Thalita Neves Marostega, Antonio Marcos Chimello, Leonarda Grillo Neves

Última alteração: 29-09-17

Resumo


O maracujazeiro está entre as frutíferas tropicais com grande potencial de cultivo no Brasil. Entretanto, para que haja uma expansão dessa cultura, em especial no estado de Mato Grosso são necessárias medidas de controle à problemas fitossanitários. Um dos principais problemas constatados é a doença Podridão do Colo, causada pelo fungo Fusarium solani. Os sintomas iniciais são o intumescimento e formação de lesões no colo da planta, as quais podem avançar para o ápice ou para as raízes, ocasionando inicialmente a murcha das folhas, o amarelecimento, e depois a morte da planta. Assim, este trabalho teve por objetivo estimar a diversidade genética com base em dados moleculares e patogênicos de 19 isolados de F. solani coletados em Passiflora edulis no estado de Mato Grosso, oriundos dos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia. Para a análise molecular foi amplificado o rDNA dos isolados empregando-se os primers ITS4 e ITS5. O sequenciamento foi realizado pelo método de Sanger com o Big Dye Kit no seqüenciador ABI3100 Applied Biosystem. As sequencias geradas foram comparadas com as existentes no banco de dados GenBank usando o programa BLAST. Em seguida foram alinhadas usando o programa MEGA e para estimar a distância genética dos isolados e construir a árvore filogenética utilizou-se o método de agrupamento Neighbor-joining. Para o teste patogênico avaliou-se a agressividade dos isolados, sendo produzido clones genéticos de um acesso de P. edulis (UFV.UNEMAT 50) para receber os inóculos de F. solani. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, com 20 tratamentos (19 isolados + testemunha), com quatro repetições e três plantas por parcela. Foram avaliadas 13 características de agressividade, dentre elas comprimento e largura da lesão, área normatizada abaixo da curva de expansão da área da lesão, período da inoculação até a lesão atingir mais que 50% da circunferência do caule lesionado e número de plantas que a lesão atingiu a medula. A estimativa da matriz de distância genética com base no algoritmo de Gower. E para a delimitação dos grupos foi utilizado o método de agrupamento UPGMA. Conforme qualidade do sequenciamento realizado foi possível estimar a diversidade genética entre 15 isolados de F. solani, sendo esses separados em dois grupos: um grupo alocou 12 isolados oriundos dos três biomas estudados, incluindo todos os do bioma Pantanal, e o segundo grupo foi formado por três isolados, UNEMAT 12, 38 e 40, sendo o primeiro do bioma Amazônico e os demais do Cerrado. Mediante resultados do teste patogênico, contatou-se que os 19 isolados de F. solani mostraram agressividade variada, suficiente para separá-los em dois grupos distintos: Grupo I (mais agressivos) e Grupo II (menos agressivos). Este trabalho revelou a ocorrência de diversidade genética e de agressividade dos isolados de F. solani, bem como, para o teste de agressividade foi possível observar que não houve correlação entre os agrupamentos gerados com o bioma de origem.