Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Geocronologia do minério aurífero no alinhamento Cangas/Poconé, baixada cuiabana, sudeste do Cráton Amazônico.
Lucas V.A.S. Anjos

Última alteração: 09-10-19

Resumo


A área de estudo do presente trabalho está inserida na Faixa de Dobramentos Paraguai, considerada uma bacia de margem passiva e sedimentada a cerca de 600 milhões anos. Os depósitos auríferos do alinhamento Cangas/Poconé, a serem estudados, estão inclusos na zona interna da Faixa de Dobramentos Paraguai, conhecida por região da Baixada Cuiabana, onde o ouro é motivo de exploração por garimpeiros desde o século XVIII. Embora os estudos referentes à Faixa Paraguai tenham sido iniciados a cerca de três décadas, as idades das jazidas e fontes de seus fluidos ainda se encontram indefinidas, sendo assim, a temática principal do trabalho será realizar uma análise geocronológica das rochas encaixantes e da mineralização aurífera, hospedada nos metassedimentos do Grupo Cuiabá, no âmbito do Alinhamento Cangas/Poconé, na Baixada Cuiabana. Para obtenção dos resultados será identificado no mínimo 02 depósitos auríferos no alinhamento Cangas/Poconé com avançado estágio de lavra (já em zona sulfetada), que possibilite a análise de contexto geológico, caracterização das hospedeiras, dos tipos e estilos da alteração hidrotermal, controles da mineralização e paragênese do minério. Após o mapeamento de detalhe das frentes de lavra escolhidas, será realizada coleta sistemática de amostras representativas das rochas encaixantes, diferentes veios mineralizados, zonas mineralizadas e zonas de alteração hidrotermal. Realizar-se-á a caracterização petrográfica das rochas encaixantes, dos diferentes veios mineralizados/zonas mineralizadas e zonas de alteração hidrotermal com análise modal quantitativa através de caminhamento do charriot ao longo da seção delgada-polida. Adicionalmente, será analisada a paragênese metálica dos minérios dos depósitos em estudo na Baixada Cuiabana objetivando também compreender a relação do ouro com os sulfetos existentes. Em seguida, será realizada as análises geocronológicas para obtenção da idade do evento hidrotermal através da sistemática 40Ar/39Ar em muscovita e sericita e aquisição da idade da mineralização por geocronologia Re-Os em pirita e molibdenita.

Palavras-chave: Geocronologia Re-Os, Faixa Paraguai, Ouro