Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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VOLUME COMERCIAL DE ESPÉCIES NATIVAS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI
SCHEILA CRISTINA BIAZATTI, Rômulo Môra, Marta Silvana Volpato Sccoti

Última alteração: 28-09-17

Resumo


O conhecimento do potencial madeireiro disponível de uma floresta torna-se possível através da obtenção do volume de madeira estocada, fazendo-se necessário primeiramente, quantificar o estoque de matéria prima florestal, como forma de buscar pela máxima produção e rentabilidade da floresta. Nesse sentido, objetiva-se nesse estudo estimar o volume comercial de espécies nativas de valor madeireiro da Floresta Nacional (FLONA) do Jamari, Rondônia. O estudo está sendo desenvolvido na Unidade de Produção Anual 14 da Unidade de Manejo Florestal III na FLONA do Jamari. Foi realizada a cubagem rigorosa em indivíduos com 10≤DAP≤200cm, utilizando-se método de Smalian, sendo feita primeiramente a cubagem da árvore em pé com auxílio do Dendrômetro Criterion RD1000® e na sequência pelo método destrutivo. A cubagem consistiu na coleta dos diâmetros ao longo do fuste, fixadas as alturas 0,4m, 0,7, 1,0m 1,3m e a partir deste a cada dois metros até a altura comercial, que neste caso compreendeu a altura de inserção da copa das árvores. Os dados de volume serão processados e analisados com uso do Software R, ajustando-se equações preditas na literatura e geradas através do estudo da correlação entre as variáveis coletadas em campo. Para seleção dos modelos quanto a acurácia, serão considerados o coeficiente de determinação ajustado (R²aj); o erro padrão da média (Sxy(%)) e a análise gráfica dos resíduos. Até então, foram realizadas as coletas, com a cubagem de 159 árvores distribuídas em quatro espécies, que representou em média 30 indivíduos por espécie. Destas, 35 tiveram a cubagem feita pelos métodos direto e indireto para posterior comparação da eficiência do Dendrômetro Criterion RD1000®, como forma de validação do uso do aparelho em florestas nativas. Espera-se ainda, com a realização do estudo gerar estimativas acuradas de volume comercial por espécie, para grupos de espécies e classes de DAP. Além de contribuir com o cumprimento das regulamentações legais que estabelecem o uso de equações de volume a partir do segundo Plano de Operação Anual, bem como propiciar um melhor planejamento de colheita, com o uso de estimativas de volume mais acuradas, atendendo aos princípios do Manejo Florestal de Impacto Reduzido na Amazônia.

Palavras-chave: Unidades de Conservação, Cubagem rigorosa, Mensuração florestal.