Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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AS MULHERES NEGRAS E A JUSTIÇA CLIMÁTICA
Cássia Fabiane Santos Souza, Michèle Tomoko Sato

Última alteração: 27-09-17

Resumo


Reconhecendo o papel preponderante da mulher negra, esta pesquisa pretende ouvir e dar audiência a algumas lideranças femininas negras que lutam cotidianamente por uma sociedade mais justa e digna. Destarte, pelas vivências das pesquisadoras em espaços de diálogos e lutas com essas mulheres, além de publicações acadêmicas e mídias sociais, percebemos que as principais bandeiras de lutas delas são: melhores condições de saúde, combate ao racismo e a violência, luta por direitos humanos e educação de qualidade para todos. Diante desse contexto, surge a questão central desse projeto de pesquisa: compreender como as lideranças que defendem as principais bandeiras das mulheres negras percebem o componente ambiental. Desejamos investigar se essas mulheres compreendem a relação intrínseca que existe entre suas lutas e a defesa por justiça ambiental. Além disso, se entendem e como associam a sua bandeira de luta com o cenário posto de mudanças climáticas e (in)justiça climática. Para isso, propomos registrar as narrativas das histórias de vida de dez lideranças femininas negras, dando relevo nas questões centrais que suscitam essa pesquisa. Buscando nas narrativas a interface entre mulheres negras e mudanças climáticas, especificamente, em como estas mulheres são e serão afetadas por tais mudanças. Consideramos que os atributos de lutas podem garantir que elas almejam políticas públicas mais inclusivas, coincidentes com a pauta da justiça climática.

 

Palavras-chave: Mulheres Negras; Táticas de lutas; Justiça Climática.