Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Patrimônio Ambiental no Mato Grosso: O Caso do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães
Tulasi Krishnadasi dos Santos Branco

Última alteração: 27-09-17

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo principal compreender o significado histórico do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães/Mato Grosso para a população chapadense desde a sua criação no ano de 1989 até a atualidade, que é uma das principais “Unidades de Conservação” do estado. Essa investigação pertence ao grupo Pesquisador em Educação Histórica: consciência histórica e narrativas visuais (GPEDUH/UFMT/CNPQ). Buscamos entender o que se passava no Brasil nesse período, com diversas políticas de ocupação de terras em regiões longe dos grandes centros e a criação de uma política preservacionista para algumas áreas que estavam sendo utilizadas para degradar o meio ambiente, causando um grande impacto sobre a população local e principalmente em relação à fauna e flora, onde ainda há diversas espécies desconhecidas. O trabalho se desenvolve de acordo com as pesquisas em periódicos da década de 1970 e 1980, período esse em que se iniciaram as discussões e atividades de criação do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães que se concluiu no ano de 1989 através do Decreto-Lei Nº 97.656, assinado pelo Presidente da República José Sarney em 12 de abril. Realizei entrevistas orais com seis pessoas, entre membros da ARCA (Associação para Recuperação e Conservação do Ambiente), AME (Associação Mato-grossenses de Ecologia) e ativistas de outros setores da sociedade que estiveram envolvidos no processo de criação do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, também foi aplicado um questionário aos alunos do Ensino Médio de duas escolas na cidade de Chapada dos Guimarães em que, em uma análise parcial percebeu-se que os alunos sabem da existência e importância do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, mas devido a forma de visitação implantada pelo instituto que administra a Unidade de Conservação, conhecem apenas alguns locais que é aberto a população, e a maioria também não tem noção da delimitação da área e desconhecem alguns pontos turísticos da cidade. Utilizo como base teórica a história ambiental, bem como, discussões teóricas em torno do ensino da educação ambiental e patrimonial nas escolas através das políticas educacionais em âmbito mundial e nacional, tendo como base os conceitos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s).