Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Padrões Fenológicos Vegetativos e Reprodutivos de Comunidade Árborea de Florestas Inundáveis e Não Inundáveis do Pantanal Norte, Mato Grosso
Renata Santos Souza, Cátia Nunes da Cunha

Última alteração: 25-09-17

Resumo


Estudos observacionais para monitorar padrões fenológicos em florestas inundáveis têm sugerido que a comunidade de plantas sofre influência do pulso de inundação sazonal. Os longos períodos de alagamento e submersão proporcionaram adaptações evolutivas e ecológicas que incluem: estratégias fenológicas, adaptações morfológicas e fisiológicas nas plantas. Além disso, muitas espécies arbóreas podem apresentar sincronia entre a frutificação com período máximo de cheia para beneficiar-se da dispersão hidrocórica e ictiocórica. Portanto o objetivo desse estudo é determinar se os padrões fenológicos vegetativos (mudança foliar) e reprodutivos (floração e frutificação) da comunidade de árvores apresentam sincronia com a inundação sazonal. O estudo está sendo realizado na RPPN SESC Pantanal, Barão de Melgaço, MT. Os dados fenológicos serão coletados por 12 meses em 18 parcelas de 0,5 ha (250x20) distribuídas ao longo do gradiente de inundação. Todas as árvores com diâmetro ≥ 30 cm na altura do peito foram amostradas em três macrohabitats: Florestas Ripárias, Cambarazal e Cordilheira. O monitoramento é realizado por censos visuais mensais para verificar os estágios vegetativos (folhas jovens) e reprodutivos (flor, fruto imaturo e maduro) das árvores, além disso, serão instalados coletores com área de 0,64m², que serão monitorados a cada 15 dias, para obtenção da estimativa de produtividade de folhas, flores e frutos em cada macroahabitat. A inundação tem sido aferida em cada parcela distribuida ao longo do gradiente. O objetivo desse estudo é determinar se os padrões fenológicos vegetativos (mudança foliar) e reprodutivos (floração e frutificação) da comunidade de árvores apresentam sincronia com a inundação sazonal. Por estarem distribuídas ao longo do gradiente de inundação, nota-se que as florestas ripárias passam por períodos de curta duração e baixa amplitude de inundação em comparação com o cambarazal que os períodos relativamente longos e de alta amplitude. As cordilheiras não alagam e apresentam fenofases características de espécies de cerrado com floração e frutificação entre junho á agosto. Foram realizadas análises químicas de frutos de espécies arbóreas e herbáceas da planície de inundação. Afim de determinar o conteúdo nutricional, uma vez que as florestas fornecem recurso para ictiofauna e esta presta serviços ecológicos atuando como importante dispersor de sementes favorecendo a manutenção das florestas inundáveis.