Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Delimitação de espécies e distribuição geográfica de P. fusciventris Velazco et al., 2010, Platyrrhinus angustirostris Velazco et al., 2010 e Platyrrhinus incarum (O. Thomas, 1912) (Chiroptera: Phyllostomidae)
Mariene Almeida Torres, Rogério Vieira Rossi

Última alteração: 24-09-17

Resumo


Platyrrhinus é um gênero de morcegos da família Phyllostomidae, subfamília Stenodermatinae, que possui 21 espécies registradas para a região Neotropical. Espécies deste gênero pesam entre 17 e 59 g. São predominantemente frugívoras, sendo importantes dispersoras de sementes. No Brasil há registro de oito espécies, das quais apenas P. angustirostris, P. fusciventris, P. incarum serão os objetos deste estudo.  Até recentemente, estas espécies estavam incluídas no complexo de espécies Platyrrhinus helleri, sendo P. incarum considerada subespécie de P. helleri até 2008 e P. fusciventris e P. angustirostris descritas em 2010. A distribuição de P. incarum em território brasileiro inclui os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e São Paulo. Já P. fusciventris está restrita ao Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Sergipe. Para P. angustirostris conhece-se apenas um registro no Brasil, no Parque Nacional do Juruena em Mato Grosso. O trabalho mais completo de sistemática do complexo P. helleri traz características morfológicas que se sobrepõem entre as espécies, o que torna difícil a identificação em nível específico. Ademais, não há nenhuma análise molecular feita com espécimes coletados no Brasil, trazendo mais dúvidas quanto à delimitação taxonômica e geográfica das espécies no País. Desta forma, o presente estudo tem como objetivos realizar a caracterização morfológica e molecular de Platyrrhinus angustirostris, Platyrrhinus incarum e Platyrrhinus fusciventris e aprimorar o conhecimento sobre suas distribuições geográficas, com ênfase no Brasil. Para tanto serão analisados dados morfológicos, morfométricos e moleculares dos indivíduos dessas espécies, depositados em diferentes coleções zoológicas brasileiras. Para as análises moleculares será usado parte do gene mitocondrial Citocromo b, com o qual serão construídas filogenias com base em Análise de Máxima Verossimilhança e Análise Bayeasiana. Para análises morfológicas serão avaliados o padrão de coloração das listras faciais e da listra dorsal; a coloração do dorso e do ventre; o padrão das faixas dos pelos (ventre e dorso); a forma do uropatágio e a densidade de pelos em sua superfície ventral e dorsal; a densidade dos pelos do antebraço; e densidade de pelos na parte interna do plagiopatágio. Os dados morfométricos externos a serem avaliados são: comprimento da cabeça e corpo; comprimento da cauda; comprimento da orelha; comprimento do antebraço; e massa corpórea. As medidas cranianas a serem avaliadas são: maior comprimento do crânio; comprimento côndilo-incisivo; comprimento côndilo-canino; largura da caixa craniana; distância através dos zigomáticos; distância da constrição pós-orbital; distância do mastóide; comprimento dos dentes maxilares; largura de M2; distância através dos molares; comprimento da mandíbula; linha de dentes mandibulares; distância do palato através dos caninos; comprimento longitudinal do palato; linha de dentes molariformes superiores; largura do maxilar; altura do coronóide; e distância interna dos côndilos mandibulares.