Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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PERFIL DAS CRIANÇAS COM MICROCEFALIA POR ZIKA VÍRUS ATENDIDAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER NO PERÍODO DE 2015 A 2017.
Solange Da silva Lima, Marina Marina Atanaka

Última alteração: 02-10-17

Resumo


A microcefalia é uma anomalia congênita de origem multifatorial, podendo ser causada por anomalias cromossômicas, exposições a teratógenos ambientais, doenças metabólicas, bem como por doenças maternas durante a gravidez. Classifica-se como primária ou congênita, quando presente ao nascimento, e secundária, quando se desenvolve após o nascimento. Caracteriza-se pelo perímetro cefálico inferior a dois desvios-padrão da média específica para o sexo, idade gestacional e etnia. De acordo com os dados do SINASC, a partir de 2015 num acumulado da Semana Epidemiológica (SE) 45/15 a (SE) 28/2017, foram notificados no Brasil 14.258. Em Mato Grosso, no acumulado da Semana Epidemiológica (SE) 45/15 a (SE) 35/17, 386 casos foram notificados. A pesquisa trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, transversal com revisão em prontuários que terá como objetivo caracterizar o perfil clínico e epidemiológico da população de crianças com microcefalia por vírus Zika atendidas no Ambulatório de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Universitário Júlio Müller entre os meses de agosto/2015 a outubro/2017. Será considerada como população de estudo, crianças com microcefalia, de ambos o sexo, atendidas no serviço com diagnóstico de infecção por vírus Zika na mãe, confirmado por exame sorológico, critério clinico epidemiológico e radiológico. Serão excluídos da pesquisa, prontuários de gestantes, casos de aborto, natimorto, neomorto, casos de microcefalia que ainda estiverem em investigação sobre a etiologia e que não estejam com diagnóstico de microcefalia pelo vírus Zika. Após a um levantamento preliminar, foi identificado um total de 84 prontuários, sendo que 24 foram descartados pelos critérios de exclusão, permanecendo 60 sob análise. Desses, 44 foram confirmados como possíveis casos de microcefalia associado ao Zika vírus e 16 ainda permanecem em revisão. Os dados coletados foram inseridos na máscara do Epiinfo versão 7.2.0.1 para a criação do banco de dados da pesquisa. Após, os dados foram analisados pelo mesmo programa para obtenção frequências e percentuais das variáveis e editados em planilhas do Microsoft Excel for Windows® 2013. Será realizada uma análise descritiva dos dados (media mediana, desvio padrão, frequências) e na parte inferencial a proposta será realizar o teste qui-quadrado, pois este verifica se há ou não relação entre as variáveis do estudo e será calculado o intervalo de confiança para as prevalências calculadas com nível de significância de 5% e de confiança de 95%. A análise estatística será realizada utilizando-se do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0 da IBM. De acordo com os dados parciais, 50% das crianças são do sexo masculino e feminino respectivamente, oriundas de Cuiabá (31,82%), nascidas de parto cesariana (52,27%), com uma frequência de perímetro cefálico ao nascer de 30 cm. De acordo com o tipo de alteração congênita, 86,64% dos casos tiveram microcefalia com outras alterações congênitas, dentre as quais se destacam as calcificações ventriculares, ventriculomegalia e hidrocefalia. Traçar o perfil clínico epidemiológico dos casos atendidos no hospital de referencia de Mato Grosso será imprescindível para o monitoramento e acompanhamento das crianças além servir de base para demais estudos que visem compreender de forma mais detalhada o panorama envolvendo a microcefalia.

 

 

 

Descritores: Microcefalia, Perfil Epidemiológico, Zika vírus, Etiologia.