Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Prospecção de larvicidas bacterianos efetivos contra o Aedes aegypti em ambientes de Mato Grosso
Silvia Altoé Falqueto, Marcos Antônio Soares

Última alteração: 28-09-17

Resumo


O mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika e chikungunya, três arboviroses de alto impacto no Brasil e em outras regiões tropicais. O controle destas arboviroses é feito principalmente pela redução ou eliminação das populações do vetor, sobretudo com o uso de larvicidas químicos. A prevalência do controle químico sobre outros tipos de controle tem levado ao aumento da resistência das larvas aos pesticidas utilizados, além de trazer preocupações quanto ao impacto de tais substâncias sobre o ambiente. O controle biológico das larvas tem sido feito através do uso formulações da bactéria Bacillus thuringiensis var. israelensis, que apresenta limitações quanto a persistência no ambiente, por exemplo pouca resistência à radiação ultravioleta. Assim, o objetivo do presente projeto é prospectar bactérias naturalmente existentes em ambientes de Mato Grosso, com capacidade de matar ou inibir o crescimento de larvas de A. aegypti, visando o desenvolvimento de um produto larvicida ou inibitório mais adequado às condições brasileiras. Para tanto, pretendemos testar a atividade de isolados do gênero Bacillus, que abriga importantes patógenos de insetos, provenientes da Coleção do Laboratório de Biotecnologia e Ecologia Microbiana (LABEM) (em andamento) e isolar bactérias de solo, lodo e larvas doentes provenientes de diferentes bacias hidrográficas e unidades naturais de Mato Grosso. Os isolados que apresentem atividade larvicida serão submetidos a comparações com os produtos disponíveis no mercado, e submetidos a testes de segurança ambiental (fitotoxicidade e toxicidade para vertebrados) e de citotoxicidade (para avaliar a segurança para o homem). O mecanismo de ação dos isolados também será estudado, através de estudos histológicos, de expressão de genes de detoxificação e stress oxidativo, células vivas e mortas do patógeno e extratos celulares deste. Finalmente, pretendemos testar a persistência e adaptação dos isolados ou de associações de isolados a condições ambientais adversas, como alta temperatura e radiação ultravioleta.