Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Internações por doenças Infectoparasitarias na população indígenas no estado de Mato Grosso no período de 2007 a 2018
Julia Maria Vicente Assis, Tony José Souza, Marina Atanaka

Última alteração: 10-10-19

Resumo


No século XX, o Brasil passou por um processo Transição Epidemiológica de doenças infecciosas para doenças crônicas. Durante este processo, ocorreu um aumento da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis e uma diminuição das Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIPs), entretanto, ainda á desafios a serem superados pelo sistema de saúde. É amplamente reconhecido que as condições de infraestrutura sanitária guardam estreita relação com a situação de saúde de indivíduos e coletividades.  As taxas internações por doenças infecciosas ainda são elevadas para os padrões mundiais e que por sua vez o acesso e a qualidade dos serviços de saneamento básico podem impactar diretamente sobre os perfis epidemiológicos, exemplificado pela ocorrência de doenças infectoparasi­tárias tanto na população indígena quanto não indígena. Com o objetivo de verificar as internações por doenças infectoparasitaria em populações indígenas no estado de Mato Grosso, Brasil 2007 a 2018. Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo, das internações por DIPs em indígenas residentes em Mato Grosso. Amostra representa a totalidade dos registros das internações encontrados no sistema de informação DATASUS/SIH por DIPs, no período de 2007 a 2018. Os dados foram coletados no período de 25 e 26 abril de 2019. As variáveis, Sexo, Faixa etária, e Tipo de doença e município de residência. No período foram registrados 4.097 internações por doenças infecto parasitaria, o ano com maior de  internação em 2014 com 476  que corresponde a 11,61% de todas as internações por DIP no período. Com relação a variável sexo  de indígenas do sexo masculino (51,69%); entre as faixas etárias de 1 a 4 (41,57%) seguida de < 1 ano (33,15%) e 5 a 9 (5,03%).  Maior numero de internação foi por doenças infcto intestinais, (2.034);  Diarreia e gastroenterite origem infecc presum (956);  seguida de Outras doenças bacterianas (497). Recorrendo ao censo de 2010 da população indigna, os municípios com maiores taxas de internações são Campinápolis (74,79/10.000 habitante); Comodoro (165,66/10.000 habitante); Nova Nazaré (264,28/10.000 habitante) que corresponde as taxas de internações. Na atualidade, ainda são perdidos muitos anos potenciais de vida por causas que podem e devem ser evitáveis, e que se apresentam nas condições relacionadas aos serviços de saneamento básico do país. Ações básicas de prevenção e atenção primária à saúde são ações que pode transformar este cenário e que dependem principalmente da iniciativa do poder publico em estabelecer programas de saúde de prevenção e promoção para a população indígena. É primordial a reflexão das necessidades desta população.

 


Palavras-chave


Palavras-chaves: Doenças infectoparasitárias; população indígena; septicemia.