Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Óbitos por doenças Infectoparasitarias que mais acometem as população indígenas no estado de Mato Grosso no período de 2008 a 2018.
Julia Maria Vicente Assis, Tony José Souza, Marina Atanaka

Última alteração: 10-10-19

Resumo


O Brasil passou por um processo de transformação no perfil de adoecimento e mortalidade de doenças infecciosas para doenças crônicas. Entretanto, o grupo das Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIPs) ainda representa desafios a serem superados pelo sistema de saúde. Ao longo dos últimos anos identificaram dezenas de novas infecções, algumas delas com elevada letalidade principalmente nas populações indígenas. As taxas de mortalidade brasileira por doenças infecciosas ainda são elevadas para os padrões mundiais na atualidade. Para os indígenas, por sua vez, a magnitude das taxas de mortalidade infantil e na infância, além da ocorrência de elevadas prevalências de desnutrição crônica, anemia e outros agravos previsíveis, apontam para expressivas desigualdades nas condições de saúde em relação aos não indígenas no país. O objetivo foi identificar quais doenças infecto parasitarias (DIP) mais acometem a óbitos a população indígenas no estado  de Mato Grosso no período de 2008 a 2018. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, dos óbitos por DIPs em indígenas residentes em Mato Grosso. Amostra representa a totalidade dos óbitos encontrados no sistema de informação DATASUS/SIM por DIPs, cujo CID10 (A00-B99) no período de 2008 a 2018. Os dados foram coletados no período de 25 e 26 abril de 2019. As variáveis, Sexo, Faixa etária, e Tipo de doença. No período foram registrados 155 óbitos por doenças infecto parasitaria no período estudado, o ano com maior taxa de mortalidade foi o ano de 2015 com taxa de 70,53/100.000 habitante destes 51% são de indígenas do sexo masculino, As faixa etárias de < 1 ano (42,58%) e de 1 a 4 (34,19%). Maior notificação é Septicemia (106) que corresponde a 68%, seguida de Outras doenças infecciosas intestinais (20), 12,90%. Considerando o poder público em assumir ações de prevenção dentre as necessidades existentes da população indígena. E que há muitos anos perdidos em potenciais de vida por causas que deveriam ser evitáveis com ações básicas de prevenção e atenção primária à saúde. As ações para transformar este cenário dependem no estabelecimento de programas de prevenção e promoção para a população indígena, envolvendo a educação permanente, permeando sua cultura e somando ao contexto na saúde com serviços e profissionais.


Palavras-chave


Doenças infectoparasitárias; população indígena; septicemia.