Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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ASSOCIAÇÃO DA FREQUÊNCIA DE CONSUMO DE ALIMENTOS NÃO SAUDÁVEIS E LOCAL DE COMPRA COM FATORES SOCIOECONÔMICOS E CONDIÇÃO DE PESO ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Ana Paula Alves de Souza, Márcia Gonçalves Ferreira

Última alteração: 10-10-19

Resumo


O ingresso na universidade pode desencadear mudanças no estilo de vida dos estudantes, incluindo a adoção de condutas inadequadas relacionadas à alimentação. Entre os estudantes universitários brasileiros a prevalência do consumo de alimentos não saudáveis é elevada, o que pode ser explicado pela falta de tempo gerado pelo aumento das atividades acadêmicas, ausência de habilidades culinárias e disponibilidade limitada de alimentos saudáveis no campus. Essas situações contribuem para a opção por uma alimentação mais rápida e prática, que geralmente é proporcionada pelos produtos ultraprocessados. Entre estudantes universitários com maior nível de renda, a frequência do consumo de alimentos considerados não saudáveis é ainda mais elevada. Nesse contexto, considera-se pertinente avaliar a frequência do consumo de alimentos não saudáveis e os fatores sociodemográficos associados, entre estudantes universitários. Trata-se de um estudo transversal, realizado com 571 estudantes universitários matriculados em cursos de período integral, com idade entre 16 e 25 anos, ingressantes no ano de 2018, em uma universidade pública de Mato Grosso. Os dados foram coletados por questionário autoaplicado. A frequência do consumo de alimentos não saudáveis foi avaliada a partir das questões: consumo de refrigerante, fast food, doces e compra de lanches dentro da universidade. Para analisar a frequência do consumo, as variáveis foram categorizadas em: <3vezes/mês e >1vez/semana. Foi utilizado o teste do qui-quadrado para avaliar associação entre consumo de alimentos não saudáveis com os fatores sociodemográficos, considerando o nível de significância 5% (p<0,05). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Júlio Muller da Universidade Federal de Mato Grosso, sob o parecer nº 1.006.048, de 31 de março de 2015. Dentre os participantes, 50,3% eram do sexo feminino, 79,9% tinham idade entre 16 e 19 anos, 36% se autodeclararam de cor da pele branca, 82,4% residiam com os pais ou parentes e 64,3% eram das classes econômicas A e B. O excesso de peso foi observado em 24,3% dos estudantes. A frequência do consumo de fast foods (46,8 vs. 35,0%; p= 0,008), alimentos doces (84,3 vs. 77,3; p= 0,041), refrigerantes (57,9 vs. 48,5; p= 0,034) e a compra de lanches na universidade (51,1 vs. 41,4; p= 0,028) foi maior entre os indivíduos de elevada classe econômica (A e B). A frequência do consumo de alimentos não saudáveis e a compra de lanches na universidade foi maior entre os indivíduos de maior classe econômica.

 


Palavras-chave


Comportamento Alimentar; Estudantes; Fatores socioeconômicos.