Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Mortalidade por câncer colorretal: distribuição espaço-temporal e fatores associados em uma unidade federativa da Amazônia Legal
ROMERO DOS SANTOS CALÓ, Rita Adriana Gomes de Souza., Mário Ribeiro Alves

Última alteração: 10-10-19

Resumo


Câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm, em comum, o crescimento desordenado de células que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos. No mundo, com base nas tendências atuais, cerca de 18,1 milhões de pessoas adoeceram por câncer no ano de 2018, e outras 29,5 milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer até 2040. Quanto à mortalidade, ocorreram 9,6 milhões de mortes por câncer em 2018 e cerca de 16 milhões morrerão em virtude do câncer até 2040 em todo o mundo. Especificamente com relação ao câncer colorretal (CCR), segundo dados do GLOBOCAN de 2018, este é um dos tipos de câncer que mais contribuíram para a mortalidade, em ambos os sexos, em todo o mundo. Em alguns países desenvolvidos, a incidência e a mortalidade do mesmo estão se estabilizando ou decrescendo, já nos países em desenvolvimento, como a maioria dos países da América Latina, essas taxas vêm aumentando. Para o ano de 2018, mundialmente, sua incidência assume a terceira posição (10,2%), atrás do câncer de pulmão (11,6%) e de mama (11,6%), e seguida por câncer de próstata (7,1%) e estômago (5,7%). Já para sua mortalidade segundo sexo, observa-se que, entre as mulheres, o CCR foi o terceiro em causa de mortes (9,5%), e nos homens a quarta causa de morte (9%) para este mesmo ano. Assim, sua mortalidade encontra-se elevada, de modo que sua sobrevida global, em países em desenvolvimento, é em torno de 50%, e somente Austrália, Israel e Coréia do Sul apresentam uma sobrevida acima de 70%. No Brasil, o CCR está entre as quatro neoplasias mais frequentes. Para 2018, foram estimados 17.380 casos novos em homens (16,83 por 100 mil/hab.) e 18.980 em mulheres (17,90 por 100 mil/hab.) (INCA, 2018). Já para a mortalidade estimou-se um total de 18.867 óbitos, sendo 9.207 em homens e 9.660 em mulheres. Dentre as Unidades Federativas pertencentes à Amazônia Legal, a de Mato Grosso se destaca pela maior incidência ajustada (29,99 por 100 mil/hab.) para o ano de 2018. Diversos estudos têm evidenciado a estreita relação entre fatores de risco modificáveis e não-modificáveis e CCR, sendo que os fatores de risco modificáveis são responsáveis por, aproximadamente, 75% dos casos da doença. A adoção de políticas de promoção e prevenção é decisiva para a busca precoce dos serviços de saúde repercutindo num desfecho positivo em relação a esta patologia, tendo em vista que sua história natural apresenta evolução lenta, correspondendo a um período de 12 a 15 anos, aproximadamente. Ao entender que esses fatores de risco podem estar distribuídos heterogeneamente no estado de Mato Grosso, objetiva-se para este trabalho analisar a distribuição espaço-temporal e fatores associados à mortalidade por CCR nas mesorregiões do estado de Mato Grosso, no período de 2001 a 2016.


Palavras-chave


Câncer Colorretal; Mortalidade; Análise Espaço-Temporal