Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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PERFIL METABÓLICO DA INTERAÇÃO Combretum lanceolatum - FUNGO ENDOFÍTICO
Jhuly Wellen Ferreira Lacerda, Olívia Moreira Sampaio, Marcos Antônio Soares

Última alteração: 04-10-19

Resumo


A interação mutualística entre plantas e fungos endofiticos podem apresentar como resposta a variação da composição química das espécies vegetais. Na literatura é descrito que o metabolismo de uma planta consiste num sistema dinâmico, que envolve a produção de metabólito primários e secundários, além de mudanças nos níveis de alguns metabólitos refletindo na produção de outro. O uso de ferramentas estratégicas de identificação de analitos em matrizes complexas tem ganhado espaço nos últimos anos. Metabolôma, é uma abordagem química utilizada para explorar todo perfil metabólico de um organismo, utilizando técnicas hifenadas como LC-MS e RMN. O potencial da técnica de RMN 1H na identificação e quantificação de compostos orgânicos a partir de matrizes complexas de origem vegetal, é utilizado com sucesso em trabalhos na área de produtos naturais.  Neste contexto, plântulas da espécie vegetal Combretum lanceolatum foram cultivadas in vitro em condições assépticas e inoculados com fungos endofíticos Diaporthe phaseolorum (Dp), Trichoderma spirale (Ts), separadamente, em três tempos de interação (0, 1 e 7 dias). As análises em triplicatas, foram realizadas utilizando água deuterada (D2O) com 0,05% de TSP. Os dados espectrais de RMN 1H foram processados utilizando os softwares rNMR e MetaboAnalyst onde 156 metabólitos foram identificados. Os dados quimiométricos das análises de PCA e PLS-DA foram obtidos a partir da avaliação dos espectros RMN 1H (amostras são os espectros e as variáveis são os deslocamentos químicos). A presença do Ts apresentou alteração apenas no tempo de 7 dia, e estatisticamente juntas a PC1 e 2 explicam 60,8% da variância dos dados indicando o metabólito L-Carnitine como responsável pela separação dos grupos. O fungo Dp causou modificação no perfil químico da planta desde da fase inicial da inoculação, onde foi observado pela presença do metabólito Biotina, após 24h sete metabólitos foram identificados e com 7 dias de interação doze metabólitos foram responsáveis pela alteração na expressão metabolômica e estatisticamente juntas a PC1 e 2 explicam 71,4% dos dados. A PLS-DA para o fungo Dp, mostrou a separação das 2 classes, onde as 2 componentes principais juntas somam 60, 52 e 66% do total da variância dos dados nos tempos 0, 1 e 7 dias, respectivamente. Desta forma, pode ser concluído que a espécie C. Lanceolatum em contato com os fungos endofítico Ts e Dp resultam numa expressão quali e quantitativa diferenciada do metabolismo da planta ao longo do tempo de interação.


Palavras-chave


Metaboloma por RMN 1H, interação planta-fungo endofítico e Combretum lanceolatum