Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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TRATAMENTO DO LIXIVIADO POR EVAPORAÇÃO COM DESTILADOR SOLAR
everton da silva candido, aldecy de almeida santos

Última alteração: 09-10-19

Resumo


O sistema de tratamento biológico de lixiviado comumente utilizado no Brasil requer grandes áreas para construção das lagoas (aeróbias e anaeróbias), gera alto custo na implantação e apresenta baixa efetividade, pois, normalmente não atingem os padrões de lançamento previstos pelas Resoluções. Neste contexto, o objetivo deste trabalho será desenvolver um sistema de tratamento do lixiviado do aterro sanitário de Cuiabá-MT, por evaporação com destilador solar. O aterro sanitário de Cuiabá está inserido na Região do Vale do Rio Cuiabá e recebe aproximadamente 600 toneladas de resíduos sólido por dia e o lixiviado é tratado através de lagoas. Para o estudo será construído um destilador solar experimental com materiais (aço inox, aço galvanizado, alumínio, acrílico e vidro) que deverão ser previamente testados e utilizados os que apresentarem melhor resultado diante da exposição com o lixiviado. O protótipo será construído com as dimensões: 1,00 m de largura por 1,00 m de comprimento e 0,30 m de altura. A altura da base para o solo de 0,90 m as calhas 0,10 m de largura e a cobertura 1,00 m de largura 1,00 m de comprimento e inclinação da placa de cobertura variável. O processo de destilação solar funciona da seguinte forma, o lixiviado é aquecido pelos raios solares que atravessa a cobertura do protótipo, produzindo então vapor d’água, e este é condensado em uma superfície fria (cobertura) e o líquido condensado escorre pela superfície interna da cobertura até ser coletado nas canaletas, deixando para trás os sais, outros minerais e a maioria das impurezas, incluindo microrganismos nocivos à saúde. As principais vantagens são: operação do destilador é simples, não requer mão-de-obra especializada além de ter o custo de manutenção baixo; tratamento de efluentes, não requer o uso de instrumentos elaborados e sim, manutenção periódica; o combustível utilizado é gratuito, de livre acesso, silencioso e não poluente; alta eficiência na remoção de poluentes, superiores a 90%. As desvantagens são: demanda de áreas para instalação; necessidade de limpeza periódica para remoção dos resíduos gerados no fundo do destilador, sob pena de reduzir o rendimento. O protótipo será instalado na Estação Climatológica Mestre Bombled e durante o processo de destilação serão monitoradas as informações climáticas como precipitação, evaporação e incidência solar assim como variáveis de temperatura e umidade do ambiente e do interior do destilador. O monitoramento do processo de destilação solar se dará nos períodos de estiagem e chuvoso durante 24 horas por dia. Os resultados esperados através desta pesquisa são: comprovar a interferência das condições climáticas no rendimento do efluente tratado, verificar o rendimento do efluente tratado com o aumento da temperatura e a variação da inclinação do destilador, atender aos padrões de lançamento do efluente tratado de acordo com as Resoluções CONAMA 357/2005 e 430/2011, determinar a evaporação média diária (l/m²) de efluente tratado, demonstrar a viabilidade técnica e financeira do tratamento de lixiviado.


Palavras-chave


resíduos sólidos; aterro sanitário; efluente.