Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O impacto do uso de probióticos e do consumo de alimentos com efeito antidepressivo em pacientes com transtornos depressivos
Rayane Cristine Negrão, WANDERSON HUGO DRESCHER, ANA CAROLINA PINHEIRO VOLP

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Os Transtornos Depressivos (TD) caracterizam-se como as doenças mentais mais comuns em meio à população.  Diante disso, buscam-se abordagens para o tratamento dos TD. Atualmente o tratamento consiste em uma conjunção de medicamentos e acompanhamento psicológico, também se sabe que há uma grande variabilidade na resposta que cada indivíduo apresenta para cada tipo de tratamento, sendo assim busca-se nesse estudo contribuir para o desenvolvimento de uma abordagem complementar essa abordagem. A qualidade da alimentação e a saúde do microbioma têm sido investigadas como instrumentos para a melhoria no tratamento dos TD. A microbiota intestinal tem a capacidade de influenciar em rotas hormonais, produção de interleucinas e expressão de proteínas no sistema nervoso central (SNC) (serotonina, dopamina) que são neurotransmissores investigados como potenciais componentes na fisiopatologia dos TD. Os probióticos desempenham um papel importante na comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro. Estudos em animais demonstram que a colonização probiótica pode inibir a inflamação, minimizar a atividade do eixo hipotálamo-hipófise adrenal (HPA) e regular os sinais dos neurotransmissores. Já a qualidade da alimentação pode estar associada a efeitos antidepressivos, devido à presença de nutrientes importantes para o funcionamento do SNC e integridade das células nervosas. Alguns alimentos podem ser fontes de monoaminas (serotonina, dopamina, acetilcolina) e estão relacionados à melhora dos sintomas depressivos. À vista disso o objetivo desse estudo é identificar o impacto do uso de probióticos e o consumo de alimentos com efeito antidepressivo em pacientes diagnosticadas com transtornos depressivos. O estudo se constitui em um ensaio clínico intervencionista e autocontrolado, que será realizado com mulheres, adultas (20 a 59 anos), com diagnóstico de TD, atendidas na unidade psicossocial do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM). Na primeira fase serão coletadas medidas antropométricas (peso atual/habitual, altura, circunferência de cintura, circunferência de quadril, Índice de Massa Corporal). Para avaliar a intensidade do TD será utilizado o Inventário de Depressão de Beck (BDI), para avaliar o consumo alimentar será calculada a média de 03 recordatórios de 24 horas. As participantes da pesquisa serão divididas aleatoriamente em 05 grupos, o primeiro receberá orientações sobre alimentação saudável, o segundo receberá orientações com ênfase em alimentos com efeito antidepressivo, o terceiro receberá orientações de alimentação saudável e sobre o uso e entrega da suplementação do probiótico, o quarto receberá orientações quanto à alimentação com ênfase em alimentos com efeito antidepressivo e sobre o uso e entrega da suplementação do probiótico, o quinto será o grupo controle, com orientações médicas já habituais. As pacientes serão acompanhadas por 60 dias, e após, será reaplicado os instrumentos da primeira fase. A análise estatística se consistirá de análise descritiva (média, desvio padrão, mediana, intervalo interquartil), teste de Shapiro-wilk a 5% para verificar distribuição dos dados, os testes de Wilcoxon-Mann-Whitney-U e/ou Test T de Student para comparar os grupos e os efeitos das intervenções. A pesquisa planejada respeitará os aspectos éticos previstos na resolução da CONEP/CNS Nº466/2012, sendo encaminhada ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do HUJM, para aprovação.


Palavras-chave


Transtorno Depressivo; Probióticos; Alimentação.