Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Níveis de ureia em suplementos concentrados formulados com DDGS em dietas com forragem de baixa qualidade
Juliana Candeias Ortelam, Eduardo Henrique Bevitori Kling de Moraes

Última alteração: 02-10-19

Resumo


O DDGS (distiller’s dried grains with solubles) ou grãos secos de destilaria com solúveis, é um coproduto da produção do etanol obtido da fermentação do amido de grãos de milho por leveduras, aparece como potencial fonte de proteína para ruminantes, principalmente, pelo fornecimento de proteína não degradável no rúmen (PNDR). No entanto, o crescimento da microbiota ruminal pode ser limitado pela reduzida disponibilidade de nitrogênio amoniacal (N-NH3) ruminal quando o DDGS é utilizado como fonte exclusiva de proteína nos suplementos. Assim, se o fornecimento de proteína degradável no rúmen (PDR) não for adequado quando se trabalha com fontes de PNDR, a passagem de proteína microbiana para o intestino é prejudicada e, consequentemente não será verificado efeitos da suplementação com a PNDR. Portanto a inclusão de ureia nas dietas é considerada necessário para atender ao requisito mínimo de proteína degradável no rúmen para alcançar a síntese microbiana ótima e a eficiência da fermentação ruminal. A ureia é considerada um nitrogênio não-proteico de rápida degradação ruminal, pela ação da enzima urease através das bactérias, se tornando amônia. Por meio da síntese microbiana, ela é hidrolisada, formando aminoácidos, e estes absorvidos e usados como proteína para o animal. No entanto, ainda existe lacuna de informações no que se refere ao nível ideal de inclusão da ureia em suplementos formulados com DDGS, principalmente, para animais que consome forragem de baixa qualidade. Assim, objetiva-se avaliar diferentes níveis de ureia em suplementos concentrados formulados com DDGS em dietas com forragem de baixa qualidade sobre o consumo e digestibilidade dos nutrientes da dieta, metabolismos de compostos nitrogenados, eficiência de síntese de proteína microbiana e pH e concentração de amônia ruminal. O experimento está sendo conduzido na Universidade Federal do Mato Grosso, Campus de Sinop, no setor de Zootecnia, utilizando-se 08 ovinos, machos não castrados, mestiços Santa Inês e Dorper, com peso corporal médio de 27 kg. O experimento está sendo conduzido em delineamento quadrado latino. Os animais estão distribuídos em dois quadrados 4 x 4 simultâneos, com quatro tratamentos, quatro animais por quadrado e quatro períodos experimentais de 21 dias cada, mantidos em gaiolas de metabolismo 1,5 m², dotadas de bebedouro e comedouro. Espera-se que com a inclusão de ureia nos suplementos possa-se atingir os níveis ótimos de concentração de N-NH3, que para ruminante é acima de 8mg/dL de líquido ruminal, para que se tenha os efeitos positivos da suplementação sobre a degradação da fibra e maximizar a ingestão voluntária de forragem. Pois faz se necessário o correto balanceamento de fontes de PDR e PNDR para garantir o perfil adequado de proteína metabolizável para atender as exigências nutricionais dos animais.


Palavras-chave


eficiência microbiana; proteína; suplementação