Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Dinâmica parasitária em fêmeas da raça Nelore mantidas em diferentes sistemas de produção nas condições climáticas do norte do Mato Grosso
SCHEILA GEIELE KAMCHEN, Laércio Carvalho Vieira, Thamires Marestoni Usai, Marcelo Oster Rezende, Fagner Junior Gomes, Luciano Bastos Lopes

Última alteração: 02-10-19

Resumo


Entre os diversos fatores epidemiológicos que estão relacionados com a ocorrência de doenças infecciosas, o componente climático tem grande importância nas parasitoses dos animais domésticos. Fatores como temperatura, radiação e umidade compõem o microclima que influencia sensivelmente a sobrevivência e disseminação destes agentes patogênicos nas áreas de pastagem. A presença de protozoários do gênero Eimeria ssp. frequentemente provocam alterações no trato intestinal, causando consideráveis perdas econômicas para bovinocultura. O prejuízo se deve principalmente à diminuição do desempenho e desenvolvimento dos animais acometidos. Gastos com medicamentos e manejo também devem ser levados em consideração e apesar de haver falhas frequentes no diagnóstico. A doença está amplamente distribuída em praticamente todas as regiões do Brasil. As condições microclimáticas promovidas pelos sistemas integrados de produção, podem interferir no nível de parasitismo por protozoários, justamente por permitir condições favoráveis para o desenvolvimento e permanência de oocistos nas pastagens. O presente trabalho tem como objetivo verificar a dinâmica parasitária em novilhas da raça Nelore mantidas em diferentes sistemas de produção nas condições climáticas de Mato Grosso. O experimento está sendo conduzido na área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril, localizada em Sinop, Mato Grosso. Foram avaliadas 96 novilhas da raça Nelore distribuídas por delineamento em blocos casualizados em quatro tratamentos distintos: Pecuária exclusiva (P); lavoura-pecuária (ILP); sistemas de integração pecuária-floresta com renques simples (IPF-S) e com renques triplos (IPF-t) de eucalipto. Amostras de fezes foram coletadas mensalmente de cada animal e encaminhadas ao laboratório de sanidade animal da Embrapa Agrossilvipastoril para realização da técnica de OOPG (oocistos por grama de fezes). A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o método de modelos lineares gerais mistos com estrutura paramétrica (PROC MIXED, SAS® 9.4). O efeito de sistema foi considerado fixo e o efeito de bloco e meses foram considerados aleatórios.  As comparações múltiplas foram realizadas pelo teste t de Student (p < 0,05). Os resultados obtidos entre os meses de março a agosto de 2019 não demonstraram efeito dos diferentes sistemas na contagem de oocistos por grama de fezes. Com relação à variação sazonal, houve maior contagem de oocistos nos meses de março e abril, comparado aos meses de junho, julho e agosto. Estes resultados podem ser hipoteticamente ser atribuídos a influência do fator climático, onde temperaturas mais amenas e maior índice de umidade favorecem a disseminação e sobrevivência desses parasitos na pastagem. Em contrapartida, nos meses de junho, julho e agosto, altas temperaturas e baixa umidade são frequentes na região, comprometendo a dinâmica da transmissão parasitária.


Palavras-chave


Coccidiose, ILPF, Bovinos