Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
Processo de trabalho: um mergulho na praxis do agente comunitário de saúde
Alba Regina Silva Medeiros, Marta Gislene Pignatti, Maria Cecilia de Souza Minayo

Última alteração: 08-10-18

Resumo


Resumo:

Integrando a Linha de Pesquisa “Diversidade sociocultural, ambiente e trabalho”, este estudo trata do processo de trabalho em serviço no campo da Saúde do Trabalhador dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), à luz dos conceitos estruturantes de Pierre Bourdieu sobre o habitus e capital simbólico. Os ACS são profissionais atuantes na Estratégia Saúde da Família – ESF, eixo estruturante da Atenção Básica (AB) no Sistema Único de Saúde (SUS), desde a sua inclusão no Sistema em 1991. Tais estratégias estão alicerçadas sobre o trabalho dos agentes que se desenvolve de forma peculiar, pois na medida em que prestam serviços à comunidade são ao mesmo tempo moradores, no território de atuação. Os ACS tem papel importante na construção do vínculo e responsabilização, promovendo o elo entre equipe e comunidade e desenvolvem suas atividades nas ruas e dentro das residências dos usuários, em constantes deslocamentos no território. As características inerentes ao setor do serviço e à própria profissão os colocam em uma situação de maior exposição e vulnerabilidade aos diferentes tipos de situações, riscos e ameaças. Mergulha-se no seu processo de trabalho, na sua realização, organização e condições de trabalho para compreender e interpretar o cotidiano do trabalho e da vida dos agentes fundamentando nos conceitos de Karl Marx no setor da indústria, seguidos pelos autores mais contemporâneos do setor serviço, Christophe Dejours, Carlos Minayo Gomez, Francisco Antonio de Castro Lacaze, Paulo Gilvane Lopes Pena e em outra importante contribuição, de Dimaria Silva e Meirelles. O pressuposto do estudo é de que o habitus e o capital simbólico dos ACS são influenciados pela situação social, econômica e cultural, presentes na sua praxis. O objetivo geral é compreender o processo de trabalho em serviço desenvolvido pelos ACS, a partir de sua praxis, sob a perspectiva do campo da Saúde do Trabalhador (ST). O estudo de campo acontecerá com ACS de uma Unidade Básica de Saúde de cada regional de Cuiabá - Leste, Oeste, Norte e Sul, em Mato Grosso, no ano de 2018.  Trata-se de uma pesquisa social qualitativa em saúde que utiliza a roda de conversa, observação participante e entrevista, como instrumentos de pesquisa. A análise dos dados será feita a partir da reflexão do pesquisador observada no campo e da técnica de Análise do Discurso (AD), numa proposta de reflexão sobre a linguagem, o sujeito, a história e a ideologia. Espera-se que este estudo contribua para que as condições de trabalho dos ACS revelem as suas diversas facetas, fragilidades, potencialidades, complexidades e necessidades encontradas na sua práxis cotidiana, contribuindo assim na elaboração, implantação e implementação de políticas interssetoriais, no campo da Saúde do Trabalhador.


Palavras-chave


Atenção Básica de Saúde. Agente Comunitário de Saúde. Processo de Trabalho. Setor de Serviço. PACS. SUS.

Referências


ALBORNOZ, S. O que é trabalho. São Paulo: Brasiliense, 1986.

ALMEIDA, J.F. Exposição à violência comunitária dos agentes da Estratégia Saúde da Família e repercussões sobre suas práticas de trabalho: um estudo qualitativo. Dissertação. 2015.

APOLINARIO, A.V.S. As relações entre idosos, ideação suicida, tentativa de suicídio e instituições de longa permanência: uma análise compreensiva. Dissertação de Mestrado em Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – ENSP /FIOCRUZ. 2017.

ARENDT, H. A teia de Relações e as Histórias Humanas. In: ARENDT, H. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense-Universitária;1987. p. 194-200,

ARENDT, H.A. Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1983.

BARBOSA, T. S. Os impactos do balanço emocional, otimismo e percepções de suportes sobre bem-estar no trabalho de agentes comunitários de saúde. 2010. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Faculdade de Saúde, Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2010.

BERNARDES, K. A. G. Qualidade de vida de agentes comunitários de saúde de um município da região Oeste do estado de São Paulo. 2008. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Faculdade de Enfermagem, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.

BISPO, T. C. F. Rompendo o silêncio: estudo de vitimização de ACS no âmbito do trabalho em Salvador/BA. 2011. Tese (Doutorado em Saúde Pública) – Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2011.

BORNSTEIN, V. J. O ACS na mediação dos saberes. 2007. Tese (Doutorado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2007.

BOSI, Maria Lúcia Magalhães. Desafios atuais para a pesquisa qualitativa: Considerações no cenário da saúde coletiva brasileira. In: Forum Sociológico. Série II. CESNOVA, 2014. p. 19-26.

BOURDIEU, P. Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.

__________, P. Coisas Ditas. São Paulo: Editora Brasiliense, 1990.

__________, P. O campo cientifico. ln: ORTIZ, Renato (Org.). Pierre Bourdieu. São Paulo: Ática, 1994.

__________, P. Razoes praticas: sobre a teoria da ação. Campinas: Papirus, 1996.

__________, P. Os usos sociais da ciência. Por uma sociologia clínica do campo científico. Texto revisto pelo autor com a colaboração de Patrick Champagne e Etiene Landais; tradução Denice Barbara Catani. São Paulo: Edt. UNESP, 2004.

__________, P. O Poder Simbólico. Trad. Fernando Tomaz. Rio de Janeiro, Edt. Bertrand Brasil, 2007.

BRANDÃO, H.H.N. Introdução à análise do discurso. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2004.

BRASIL. Lei nº 8080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 1990. Disponível em: <www.datasus.gov.br>. Acesso em: 10 de julho de 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Norma Operacional de Saúde do Trabalhador - NOST. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: 5 de outubro 1988.  São Paulo: Michalany, 1988.

BRASIL. Lei nº 8080/90. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o financiamento dos serviços correspondentes e da outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 de setembro de 1990.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde do (a) Trabalhador (a)- COSAT. Politica Nacional de Saude do (a) Trabalhador (a). Brasilia, DF: Ministério da Saúde, 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2012.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM n.º 485, 11 de novembro de 2005. Aprova a Norma Regulamentadora 32: aprova o Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Emprego, 2005. Disponível em: <http://www.mte.gov.br/seg_sau/leg_normas_regulamentadoras.asp>. Acesso em: 24 out. 2011.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM n.º 3.214, 08 de junho de 1978. Aprova a Norma Regulamentadora 1: aprova as disposições gerais. 1978. Disponível em: <http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras-1.htm>. Acesso em: 27 out. 2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. O trabalho do agente comunitário de saúde. Secretaria de Políticas Públicas: Brasília, 2000.

 

BRASIL. Ministério da Previdência Social, Conselho Nacional de Previdência Social. Resolução Nº 1.253 de 24 de novembro de 2004. Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador, 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº. 648/GM de 28 de março de 2006. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial da União, Brasília, 29 de março de 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Lei Nº. 10.507, de 10 de julho de 2002. Cria a profissão de Agente Comunitário de Saúde e dá outras providências. Brasília, DF, 2002. Disponível em: <www.saude.gov. br>. Acesso em: 8 fev. 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Decreto nº 3.189, de 4 de Outubro de 1999. Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde e dá outras providências. Brasília, DF, 1999. Disponível  em: <www.saude.gov.br>. Acesso em: 8 fev. 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Dados da Atenção Básica – 2015. Disponível em: <http://dab.saude.gov.br/portaldab/historico_cobertura _sf.php> Acessado em: 13 jun. 2015.

CAMELO, SHH. Sintomas de estresses nos trabalhadores atuantes em cinco núcleos de saúde da família. 109f.  [dissertação de mestrado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo], São Paulo, 2002.

CHEAEGATTI, D. Trabalho e adoecimento na percepção do ACS da Coordenadoria de saúde Centro Oeste do município de São Paulo. 140f. [dissertação de mestrado da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo], São Paulo, 2008.

COCCO, G. Entre a universalização da guerra e universalização dos direitos. In: PACHECO, A.; VAZ. P. (Org.) Vozes no milênio: para pensar a globalização. Rio de Janeiro: Museu da República, 2002.

CODO, W.; SAMPAIO, J.J.C.; HITOMI, A.H. Indivíduo, Trabalho e Sofrimento. Petrópolis: Vozes, 1993.

CROCCIA, M. A representação do trabalho na vida do ACS. 2009. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

CSORDAS, T. Corpo/Significado/Cura. Porto Alegre: UFRGS, 2008.

DALL'AGNOL, Clarice Maria; TRENCH, Maria Helena. Grupos focais como estratégia metodológica em pesquisas na enfermagem. Revista gaúcha de enfermagem. Porto Alegre. Vol. 20, n. 1 (jan. 1999), p. 5-25, 1999.

DAVID, H. M. S. L. et al. Organização do trabalho de enfermagem na atenção básica: uma questão para a saúde do trabalhador. Texto & Contexto, Florianópolis, v. 18, n. 2, p. 206214, abr./jun. 2009.

DEJOURS, C. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. São Paulo: Cortez-Oboré, 1992.

DEJOURS, C. A banalização da injustiça social. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003.

DEJOURS, C. Subjetividade, trabalho e ação. Produção, São Paulo, v. 14, n. 3, p. 27-34, set./dez. 2004.

_______. ABDOUCHELI, E. Desejo ou Motivação? A Interrogação Psicanalítica do Trabalho. In.: DEJOURS, C; ABDOUCHELI, E; JAYET, C. Psicodinâmica do Trabalho: contribuições da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas, 1994. p. 33-44.

DEJOURS, C.; ABDOUCHELI, E.; JAYET, C. Psicodinâmica do trabalho: contribuições da Escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas, 2009.

DESLANDES, S. F.; GOMES, R. A. A pesquisa qualitativa nos serviços de saúde: notas teóricas. In: BOSI, M. L. M.; MERCADO, F. J. (Org). Pesquisa qualitativa de serviços de saúde. Petrópolis: Vozes, 2004. Cap. 3, p. 99-120.

FIGUEIREDO, A.E.B. Religiões Pentecostais e Saúde Mental no Brasil. Rios de Janeiro: UFRJ/Centro de Ciências da Saúde, 2006.

FLICK, U. Entrevista episódica. Em M.W. Bauer & G. Gaskell. (orgs.), Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Um manual prático Petrópolis: Vozes. p. 114-126, 2002.

FRASER, M. T. D.; GONDIM, S. M. G. Da fala do outro ao texto negociado: discussões sobre a entrevista na pesquisa qualitativa. Paidéia, v. 14, n. 28, p. 139-152, 2004.

GARCIA, L. P. Acidentes de trabalho com exposição a material biológico entre trabalhadores de unidades básicas de saúde. 2008. 223 f. Tese (Doutorado em Epidemiologia)–Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2008.

GARRIDO, E. N. Mulheres em situação de violência doméstica: o que faz a Equipe de Saúde da Família? 2004. 160 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Salvador.

GIL, C. R. R. Atenção primária, atenção básica e saúde da família: sinergias e singularidades do contexto brasileiro. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 22, n. 6, p. 1171-1181, 2006.

GONDIM, Sônia Maria Guedes. Grupos focais como técnica de investigação qualitativa: desafios metodológicos. Paidéia (Ribeirão Preto),  Ribeirão Preto,  v. 12, n. 24, p. 149-161,   2002. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2002000300004&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  05  nov.  2015.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2002000300004.

HELOANI, R.; LANCMAN, S. Psicodinâmica do trabalho: o método clínico de intervenção e investigação. Rev. Prod., v.14, n.3, p.77-86, 2004.

JARDIM, TA. Morar e trabalhar na comunidade: a realidade dos agentes comunitários de saúde. 2007. Diss. Dissertação (Mestrado em Ciências)-Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

KLUTHCOVSKY, A. C. G. C. Qualidade de vida dos agentes comunitários de saúde de um município do interior do Paraná. 2005. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Universidade Estadual do Centro-Oeste, Paraná, 2005.

KLUTHCOVSKY, A.C.G.C.; TAKAYANAGUI, A.M.M. O agente comunitáriode saúde: uma revisão da literatura. Rev Lat Am Enferm 2006;14(6):957-63.

KNAUTH, Daniela Riva; LEAL, Andréa Fachel. A expansão das Ciências Sociais na Saúde Coletiva: usos e abusos da pesquisa qualitativa. Interface (Botucatu): comunicação, saúde, educação. Botucatu, SP. Vol. 18, n. 50 (jul./set. 2014), p. 457-467, 2014.

KON, Anita. (2004) Economia de Serviço - Teoria e Evolução no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

KRUEL, AJ. “Abrindo a porta para dona saúde entrar”- análise do significado do trabalho para os agentes comunitários de saúde. Dissertação de mestrado em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

LACAZ, F.A.C. Saúde do Trabalhador: um estudo sobre as formações discursivas da academia, dos serviços e do movimento sindical. Tese de doutorado, Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 1996.

LACAZ, F.A.C. O campo da saúde do trabalhador: resgatando conhecimentos e práticas sobre as relações trabalho-saúde. Cad Saúde Pública 2007; 23(4):757-766.

LAURELL, A.C.; NORIEGA, M. Processo de produção e saúde: trabalho e desgaste operário. Cebes-Hucitec, São Paulo. 1989.

LANCMAN, S.; GHIRARDI, M. I. G. Pensando novas práticas em Terapia Ocupacional, Saúde e Trabalho. Revista de Terapia Ocupacional da USP, São Paulo. v. 13, n.2, p. 44-85, 2002.

LESSA, Maria das Graças Guerra. Agente Comunitário de Saúde em Fortaleza: Vivências Profissionais. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade Saúde Coletiva). Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade Universidade Estadual do Ceará. Fortaleza. 101f. 2013.

LOPES, D. M. Q. Prazer, sofrimento e estratégias defensivas dos agentes comunitários de saúde no trabalho. 2009. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2009.

LUNARDELO, SR. O trabalho do ACS nos núcleos de saúde da família em Ribeirão Preto-São Paulo. 154f. [dissertação de mestrado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo], São Paulo, 2004.

MACHADO, J.M.H. In: Saúde do Trabalhador na Sociedade Brasileira Contemporânea./Organizado por Carlos Minayo-Gomez, Jorge Mesquita Huet Machado e Paulo Gilvane Lopes Pena. Rio de Janeiro, Editora FIOCRUZ, p.67 -85, 2011.

MAISSIAT, G. S. Prazer e sofrimento de trabalhadores da Atenção Básica à Saúde à luz da teoria da psicodinâmica do trabalho. 2013. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Escola de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.

MAINGUENEAU, D. Novas tendências em análise do discurso. Campinas, SP: Pontes.1989.

MARSHALL, J. N. e Wood, P.A (1995) Services & Space: Key Aspects of Urban and Regional Development. Longman Scientific & Technical Publishers.

MARX, K. O capital: crítica, economia política. Livro primeiro: o processo de produção do capital. São Paulo: Nova Cultura, 1998.

MASON, M. Sample size and saturation in Phd studies using qualitative interviews. Forum qualitative social research, Berlin, v. 11, n. 3, p. 1-19, sep. 2010

MEIRELLES, D.S. O conceito de serviços. Revista de Economia Política, 26(1): 119-136, 2006.

MENDES, R. Patologia do trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, 1995.

MENDES, R. DIAS, E. C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 25, n. 5, p.341-349, 1991.

MENDES, A.M. Valores e vivências de prazer-sofrimento no contexto organizacional. 1999. Tese (Doutorado)–Universidade de Brasília, Brasília, 1999.

MENDES, A. M. (Org.). Psicodinâmica do trabalho: Teoria, Método e Pesquisas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.

MINAYO-GOMEZ, C.; THEDIM-COSTA, S.M.F. A construção do campo da saúde do trabalhador: percurso e dilemas. Cadernos de Saúde Pública 13(supl. 2):21-32. 1997.

MINAYO-GOMEZ, C. In: Saúde do Trabalhador na Sociedade Brasileira Contemporânea./Organizado por Carlos Minayo-Gomez, Jorge Mesquita Huet Machado e Paulo Gilvane Lopes Pena. Rio de Janeiro, Editora FIOCRUZ, p. 23-34, 2011.

MINAYO-GOMEZ, C. (Org.). Saúde do Trabalhador na Sociedade Brasileira Contemporânea. Carlos Minayo Gomez, Jorge Mesquita Huet Machado e Paulo Gilvane Lopes Pena  . Rio de Janeiro, Editora FIOCRUZ, 540p., 2011.

MINAYO-GOMEZ, C.; LACAZ, F.A.C. Saúde do trabalhador: novas-velhas questões. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 4, p. 797-807, 2005.

MINAYO, M.C.S. Amostragem e Saturação em Pesquisa Qualitativa: consensos e controvérsias. Revista Pesquisa Qualitativa, v. 5, n. 7, 2017.

MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12 ed. São Paulo: Hubcitec, 2010.

MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11. ed. São Paulo: Hucitec, 2008.

NASCIMENTO, G. M. Riscos no trabalho do ACS na perspectiva da saúde do trabalhador. 2009. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Faculdade de Enfermagem, Universidade do Rio de Janeiro, 2009.

NEGRI, A.; HARDT, M. O trabalho de Dionísio: para crítica ao Estado pós-moderno. Juiz de Fora: Editora UFJF, Pazulin, 2004.

NOGUEIRA, R.P.; BARALDI, S.; RODRIGUES, V.A. Limites críticos das noções de precariedade e desprecarização do trabalho na administração pública. In.: BARROS, André Falcão R. Observatório de Recursos Humanos em Saúde no Brasil: estudos e análise. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

RGANIZACIÓN INTERNACIONAL DEL TRABAJO (OIT). Cuando el trabajo resulta peligroso. Trabajo, Genebra, nº. 26, septiembre / octubre de 1998. Disponível em: <http://oit.violencia.trabajo.html>. Acesso em: 27 set. 2016.

ORLANDI, E.P. Filiações Teóricas. In: Análise do Discurso: Princípios e Procedimentos. Campinas, São Paulo: Pontes, 2013. p. 19-22.

______________ . Análise de Discurso: Princípios e Procedimentos. Campinas, SP: Pontes, 2000. p.82-85.

______________ EP. Silêncio e Sentido In: ORLANDI EP. As Formas do Silêncio - no movimento dos Sentidos. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1995, p. 29-40.

PALHARES, F. F. M. Análise das condições de trabalho dos agentes comunitários de saúde de Manaus. 2011. Dissertação (Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia) – Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane, Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal do Para, Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, 2011.

PINTO, V.A.M. Os sentidos atribuídos pelos profissionais da Estratégia Saúde da Família aos “Casos” de Saúde Mental. Tese de Doutorado em Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Sérgio Arouca, ENSP /FIOCRUZ. 2017.

PUPIN,V.M. Agentes comunitários de saúde: concepções de saúde e do seu trabalho. Dissertação de mestrado em Filosofia, da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. 2008.

ROSENSTOCK, K. I. V. Satisfação, envolvimento e comprometimento com o trabalho: percepções dos profissionais na estratégia saúde da família. 2011. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2011.

SANTOS, L.F.B. O estresse no trabalho dos agentes comunitários de saúde do município do Rio de Janeiro. Dissertação de mestrado em Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de janeiro. 2010.

SCHRADER, F. A. T.; MULLER NETO, J. S. SES Mato Grosso: implementação da programação pactuada da assistência à saúde. In: Ministério da Saúde. Experiências inovadoras no SUS: relatos de experiências. Brasília: Ministério da Saúde; 2002. p. 161-90. (série C. Projetos, Programas e Relatórios).

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. SMS. Relatório de gestão 2004. Cuiabá/Mato Grosso: Secretaria Municipal de Saúde, 2004.

SILVA, A. T. C. Estudo sobre esgotamento profissional e transtornos mentais comuns em agentes comunitários de saúde no município de São Paulo. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

SILVA, J.A; DALMASO A.S.W. Agente comunitário de saúde: o ser, o saber, o fazer. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2002.

SODRÉ, F. In: Saúde do Trabalhador na Sociedade Brasileira Contemporânea./Organizado por Carlos Minayo-Gomez, Jorge Mesquita Huet Machado e Paulo Gilvane Lopes Pena. Rio de Janeiro, Editora FIOCRUZ, p.297 - 314, 2011.

SOUZA, L.J.R. Trabalho a Céu Aberto: Situações de Violência no Ambiente de Trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde no Candeal de Brotas, Salvador-Bahia. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal da Bahia, Departamento Medicina Preventiva e social, 2009.

STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, DF: Ministério da Saúde; UNESCO, 2002.

VASCONCELLOS, L.C.F. Saúde, trabalho e desenvolvimento sustentável: apontamentos para uma política de Estado [Tese de Doutorado]. Rio de Janeiro (RJ): Fundação Oswaldo Cruz; Escola Nacional de Saúde Pública - 2007.

Vasconcellos, LCF & Pignati, WA, 2006. Medicina do Trabalho: subciência ou subserviência? Uma abordagem epistemológica. Ciência & Saúde Coletiva 11(4):1105-1115. Rio de Janeiro.

VÍCTORA, C.G. Uma ciência replicante: a ausência de uma discussão sobre o método, a ética e o discurso. Saúde e Sociedade, v. 20, n. 1, p. 104-112, 2011.

VIEIRA, M.; DURÃO, A.V.; LOPES, M.R. Para além da comunidade: trabalho e qualificação dos agentes comunitários de saúde Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; 2011.

WAI, M. F. P. O trabalho do ACS na Estratégia de Saúde da Família: fatores de sobrecarga e mecanismos de enfrentamento. 2007. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.

WALKER, Richard (1985) “Is there a service economy?” Science and Society, vol. 49, nº 1: 42-83.

WEBER, M. Economia y Sociedad. México: Fondo de Cultura Econômica, 1969.

ZALUAR, A. A máquina e a revolta. As organizações populares e o significado da pobreza, p.132-171, Ed. Brasiliense, 2d, 2000.