Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Prevalência de comportamento sedentário e fatores associados em adultos no Brasil
Patricia Haranaka Ide, Maria Silvia Amicucci Soares Martins

Última alteração: 06-10-18

Resumo


Introdução: O comportamento sedentário está associado com diversas doenças crônicas não transmissíveis, independente da prática de atividade física. O aumento de atividades com menor gasto energético e que são realizadas na posição sentada ocorreram em decorrência do avanço tecnológico que tornaram essas práticas mais simples. Estudos revelam que as implicações fisiopatológicas são distintas da falta de atividade física moderada e vigorosa, independentes de sua realização. A estagnação postural pode provocar processos celulares deletérios que aumentam o risco de morbimortalidade por doenças crônicas. A SBRN define o comportamento sedentário em adultos como gasto energético ≤ 1,5 METs em uma postura sentada, reclinada ou deitada. Objetivo: Estimar a prevalência do comportamento sedentário em adultos no Brasil no ano de 2016 e sua associação com fatores sociodemográficos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, realizado com dados provenientes do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) com indivíduos entre 20 a 59 anos entrevistados nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Foram excluídas as mulheres que relataram não saber se estavam grávidas ou que confirmaram gravidez no período da entrevista. A análise do comportamento sedentário foi avaliada pelo tempo diário despendido assistindo televisão por 3 horas ou mais. Os dados foram analisados pelo pacote estatístico STATA versão 14.0, utilizando o comando survey, que considera os pesos amostrais. Todas as estimativas foram consideradas significantes < 0,05. Resultados: Foram entrevistados 32.584 indivíduos. A prevalência do comportamento sedentário foi de 22,76%, não havendo diferença estatisticamente significante entre os sexos. A maior prevalência de comportamento sedentária foi observada na faixa etária de 50 a 59 anos (29,41%) e no estado civil viúvo (31,45%). Já em relação a escolaridade quanto mais tempo de estudo menor prevalência de comportamento sedentário. Conclusão: Resultados indicam a necessidade de mudanças comportamentais, como de hábitos que podem ajudar a diminuir o impacto causado pelo comportamento sedentário, porém, essas modificações devem vir acompanhadas de transformações mais complexas, tais como: educação, legislação e políticas públicas. Todas essas medidas visando alcançar o objetivo de encorajar os indivíduos a serem mais ativos e diminuírem o tempo sedentário.


Palavras-chave


Comportamento sedentário – adultos – tempo de tela – estilo de vida sedentário