Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
Quadro da febre chikungunya na região Centro-Oeste e estado de Mato Grosso de janeiro a agosto de 2018
Dandára Thaís Oliveira Ferreira, Viviane Karolina Vivi-Oliveira, Marina Atanaka

Última alteração: 08-10-18

Resumo


Introdução: A Chikungunya é uma doença febril caracterizada pelo seu início repentino e fortes dores nas articulações. Após seu primeiro surto em 1952 na Tanzânia, o vírus Chikungunya se disseminou globalmente. Em 2014, foram relatados os primeiros casos de Chikungunya no Brasil, nas regiões Norte e Nordeste. Até a Semana Epidemológica (SE) 34 de 2018, a análise das taxas de incidências de casos prováveis de febre de chikungunya evidencia que a região Centro-Oeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência: 85,2 casos/100 mil hab. e 49,4 casos/100 mil hab., respectivamente. Destacando-se entre as Unidades Federativas está o Mato Grosso (390,9 casos/100 mil hab.), estado que tem aparecido frequentemente dentre aqueles com maior número de casos da doença. Objetivo: apresentar as taxas de incidência de casos prováveis da febre chikungunya no estado de mato grosso e frequência de casos prováveis da febre chikungunya no Centro-Oeste. Metodologia: O estudo foi realizado a partir de uma análise documental de boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde referente ao ano de 2018 acerca do monitoramento da dengue, febre Chikungunya e febre causada pelo vírus Zika no Brasil. Dos 34 boletins epidemiológicos publicados até setembro de 2018, 21 foram analisados. Como critérios de inclusão estabelecidos para análise dos dados, os boletins epidemiológicos deveriam estar disponíveis para consulta pública em web Page do Ministério da Saúde e abordar o monitoramento da febre chikungunya. Foram descritos neste trabalho o número de casos prováveis de febre chikungunya no Centro-Oeste e a taxa de incidência de casos prováveis de febre chikungunya no estado de Mato Grosso (casos/100 mil hab.) a partir de dados de cada Semana epidemiológica. Resultados: Em 2018, da SE 3 até a SE 16 a região Centro-Oeste apresentou o maior número de casos prováveis de febre de chikungunya (13.526 casos; 18,8%) em relação ao total do país. O número de casos prováveis da febre Chikungunya na região Centro-Oeste aumentou gradativamente, de 603 casos prováveis registrados na SE 3, o número saltou para 13.526 casos prováveis na SE 34. As taxas de incidência de casos prováveis também aumentaram gradativamente a cada SE, da SE 3 até a SE 34, a taxa de incidência de casos prováveis saltou de 17 casos prováveis para cada 100 mil habitantes para 390,9 casos prováveis para cada 100 mil habitantes do estado de Mato Grosso. Conclusão: A investigação epidemiológica realizada pela vigilância em saúde evidenciou através dos boletins epidemiológicos como a febre Chikungunya tem tomado grandes proporções, especificamente no estado de Mato Grosso, Unidade Federativa que mais se destacou em maiores taxas de incidência de casos prováveis segundo dados das Semanas Epidemiológicas.


Palavras-chave


Arboviroses; Febre Chikungunya; Incidência

Referências


Cunha R V, Trinta KS, Montalbano CA, Sucupira MVF, Lima MM De, Marques E, et al. Seroprevalence of Chikungunya Virus in a Rural Community in Brazil. 2017;24(4):1–11.

Brasil, Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico, 2018.

Nunes MRT, Faria NR, Vasconcelos JM, Golding N, Kraemer MU. Emergence and potential for spread of Chikungunya virus in Brazil. BMC Med [Internet]; 2015;13(102):1–10.

Robinson MC. AN EPIDEMIC OF VIRUS DISEASE IN SOUTHERN PROVINCE,
TANGANYIKA TERRITORY, IN 1952-53 I. Clinical Features. Trans R Soc Trop Med Hyg.1955;49(1):28–32.

Ross RW. THE NEWALA EPIDEMIC III. THE VIRUS: ISOLATION, PATHOGENIC
PROPERTIES AND RELATIONSHIP TO THE EPIDEMIC. J Hyg. 1955;54:177–91.

Teixeira MG, Andrade AM., Costa M da C, Castro, Jesuína SM, Oliveira FLS. East / Central / South African Genotype Chikungunya Virus. Emerg Infect Dis. 2015;21(5):906–7.