Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Combinação de aditivos em dietas para bovinos de corte em confinamento
Anderson Lamag

Última alteração: 16-10-18

Resumo


Em uma era que a população mundial cresce a passos largos, bem como a exigência do consumidor por produtos de melhor qualidade, o sistema de produção de carne bovina busca ser cada vez mais eficiente. Uma das estratégias para isso é o confinamento com dietas alto concentrado. No entanto, essas dietas podem ocasionar distúrbios metabólicos, acidose ruminal e alterar as taxas de crescimento microbiano. Aditivos alimentares evitam que isso ocorra modificando o perfil de fermentação do rúmem. A proibição do uso de aditivos antibióticos pela União Europeia incentivou pesquisas em busca de alternativas para modular a fermentação ruminal. O uso de óleos funcionais à base de caju e mamona tem se tornado promissores e necessitam ser mais investigados de forma alternativa aos aditivos ionóforos. Dessa forma, objetivou-se avaliar a associação de aditivos sobre o desempenho produtivo de bovinos de corte terminados em confinamento. Para isso foram avaliados três tratamentos: 1 - Monensina sódica (MON - 27 mg kg-1 MS); 2 - MON (22mg kg-1 MS) com Virginiamicina (VM - 19 mg kg-1 MS) e; 3 - MON (22 mg kg-1 MS) com Óleo funcional à base caju e mamona (OLcm - 500 mg kg-1 MS). Os aditivos estavam contidos no núcleo mineral. A dieta para todos os tratamentos apresentou relação volumoso: concentrado de 23:77, com o fornecimento de silagem de milho como fonte de volumoso e o concentrado contendo 64% de milho úmido, 13% de farelo de arroz, 19,5% de torta de algodão e 3,5% de núcleo mineral. Os dados foram analisados por análise de variância, utilizando-se o procedimento GLM do SAS, e as médias entre tratamentos, comparadas pelo teste Tukey a 5% de significância. Dietas contendo combinação de aditivos propiciam maiores ganhos de PC e o PC final do que a dieta contendo somente MON (P<0,05). Maiores ganhos de PC e PC final são obtidos quando se combina MON + OLcm em relação à MON + VM (P<0,05). O rendimento de carcaça não sofre influência (P<0,05) da combinação ou não de aditivos. Este maior ganho de PC, indica a ocorrência de sinergismo na atuação dos aditivos VM e OLcm associada à MON. A associação dos aditivos virginiamicina e óleo funcional à base de caju e mamona com a Monensina propicia maior desempenho produtivo que a monensina ofertada separadamente. Animais que recebem dietas contendo monensina associada ao óleo funcional apresentam maior ganho de peso e maior peso corporal ao final do confinamento.

Palavras-chave


desempenho;monensina, óleo funcional, virginiamicina