Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Comportamento ingestivo de Bovinos de Corte em sistema de semi-confinamento suplementados com diferentes aditivos de origem natural em substituição a Virginiamicina e Salinomicina.
Elismar dos Anjos, Dalton Henrique Pereira, Erick Darlisson Batista, Jéssica Iakestest Matheus BRITO, Bruno Carneiro e PEDREIRA

Última alteração: 16-10-18

Resumo


Os hábitos dos animais e a capacidade deles se adaptarem às diferentes condições que lhes são impostas, podem influenciar no desempenho. O comportamento ingestivo de um animal, pode ser descrito por algumas variáveis que compõem o processo de pastejo. Objetivou-se avaliar o comportamento de bovinos de corte em sistema de semi-confinamento recebendo suplemento com aditivos não medicamentosos em substituição a virginiamicina e salinomicina na época da seca. O experimento seguiu um delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e dez repetições. Os tratamentos consistiram na variação de aditivos em cada Suplemento 1. Controle (suplemento contendo virginiamicina e salinomicina como aditivos); 2. Aditivo ALLTECH Advantage Ruminantes confinamento (3 g/100 kg PC); 3. Aditivo ByPro® (10 mg/kg PC); 4. Aditivo ByPro® (15 mg/kg PC), sendo ofertados ad libitum diariamente às 8:00 horas, durante o período seco do no Norte de Mato Grosso totalizando em 40 unidades experimentais. O comportamento animal foi avaliado através de observação visual com auxílio de binóculos, a cada 10 minutos durante 12 horas, com início ás 6:00 horas e término as 18:00 horas, observando as variáveis de comportamento ingestivo em minutos para as variáveis; tempo em água, cocho, ócio, ruminando em pé, ruminando deitado e pastejando. Foi observado efeito de tratamento (p< 0,05) para comportamento de consumo de água, ócio, ruminando em pé, ruminando deitado e pastejando. O T1 (aditivo medicamentoso) apresentou maior tempo de ingestão de água (39 ± 4,08 min) e menor tempo em ócio (416 ± 12,1 min) quando comparado com os aditivos naturais (T2, T3 e T4). Com relação aos aditivos naturais, os animais do T2, a base de leveduras, permaneceram menor tempo no cocho (46 ± 8,7 min), e em pastejo (92 ± 15,7min) e maior tempo ruminando em pé (31 ± 3,34 min) e ruminando deitado (82 ± 7,77) em comparação com os tratamentos T3 e T4, a base de taninos. Tal efeito está relacionado com o fato das leveduras modificarem a fermentação ruminal, auxiliarem na eficiência metabólica, fornecendo fatores estimulatórios para as bactérias do rúmen e absorvendo o oxigênio que entra no ambiente ruminal, promovendo aumento na digestibilidade da matéria seca, em especial da fibra, produzindo uma maior quantidade de proteína microbiana e energia. Conclui-se que os animais do T2 permaneceram menor tempo consumindo ração e forragem para suprirem a demanda energética e maior tempo em ruminação e ócio.

Palavras-chave


Aditivos Naturais, Comportamento, Desempenho

Referências


MARTIN, S.A.; NISBET, D.J. Symposium: direct-fed microbials and rumen fermentation. Journal of Dairy Science, v.75, n.6, p.1736-1744, 1992.