Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO: desafios e perspectivas na atuação de psicólogos e psicólogas numa proposta educacional inclusiva no estado de Mato Grosso
Gessika Brasileira Macedo de Carvalho, Jane Teresinha Domingues Cotrin

Última alteração: 05-10-18

Resumo


A Psicologia tem a função de auxiliar na concretização de mudanças importantes para o desenvolvimento do ensino de qualidade nas instituições em geral, com objetivo de promover o bem-estar de todos, principalmente no que se relaciona à uma proposta de educação inclusiva, cujo objetivo é se organizar para atender as diferentes demandas culturais, étnicas, físicas e sociais apresentadas pelos sujeitos. Essa proposta traz, aos psicólogos desafios antigos como a dificuldade em delimitar qual a função do profissional na escola. Este trabalho é resultado de uma pesquisa qualitativa, embasada na psicologia histórico-cultural, por ser amplamente utilizada no âmbito da educação inclusiva e possuir uma visão crítica acerca das relações humanas e sociais, e faz uso de diversas obras de Lev Semyonovich Vygotsky.  Além disso, destaca os principais estudos atuais da área da psicologia e educação inclusiva, com o intuito de propiciar uma discussão pertinente sobre a implementação da política de inclusão na escola, e assim apresentar aspectos referentes à efetividade do trabalho do psicólogo na educação inclusiva, discutindo desde questões referentes ao papel da escola na sociedade até sua atuação. A pesquisa tem como  principal objetivo descrever as práticas de psicólogos na educação inclusiva a partir de suas expectativas e das possibilidades reais de atuação, e com isso identificar a história profissional de cada participante, como sua prática se voltou para a educação, compreender as expectativas iniciais de cada profissional participante, apresentar quais ações são realizadas no ambiente de trabalho, comparar a expectativa de atuação com a realidade em que atuam e descrever as práticas atuais em relação aos alunos com deficiência. Trata-se de uma pesquisa qualitativa cuja   principal forma de coleta de dados é técnica de grupo focal, além de utilizar como técnica complementar a entrevista individual. Os dados serão analisados por meio da técnica da Análise Temática, serão criados grupos de respostas, de acordo com as categorias temáticas das principais questões disparadoras. A partir da primeira análise serão definidas unidades significativas, que serão discutidas considerando as principais questões estudadas atualmente acerca da educação inclusiva em relação ao ideal de atuação, as dificuldades existentes na pratica profissional e outros aspectos considerados relevantes para a temática. A pesquisa se encontra na fase de análise de dados.

 


Palavras-chave


Psicologia e educação, psicologia e inclusão escolar, psicologia e educação inclusiva

Referências


 

 

 

BOCK, Ana Mercês Bahia. A perspectiva sócio-histórica de Leontiev e a crítica à naturalização da formação do ser humano: a adolescência em questão. Cad. CEDES, Campinas ,  v. 24, n. 62, p. 26-43,  abr.  2004 . Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622004000100003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em  20  dez.  2017.

COSTA, Juliana da Silva. Educação inclusiva e orientação sexual: dá para combinar?. Psicol. cienc. prof. Brasília, v. 20, n. 1, p. 50-57, Mar. 2000. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141498932000000100007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 20 maio 2017.

COTRIN, Jane Teresinha Domingues. Psicologia e educação especial: perspectivas históricas e políticas. Cuiabá: EdUFMT. 2013

D’AGOSTINI, Fabiana Piccoli. Concepções de professoras que atuam na escola especial sobre a inclusão de alunos no ensino regular. 2011. 89 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Oeste de Santa Catarina, Joaçaba. Disponível em: http://www.unoesc.edu.br/images/uploads /mestrado/ fabiana_piccoli_ d_agostini. pdf. Acesso em: 02 jan. 2017.

DAZZANI, Maria Virgínia Machado. A psicologia escolar e a educação inclusiva: uma leitura crítica. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 30, n. 2, jun. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414989320 10000200011&scri =scia rttext&tlnn. Acesso em: 02 jan. 2017.

 

DELVAN, Josiane da Silva; RAMOS, Maria Cecília; DIAS, Morgana Brocardo. A psicologia escolar/educacional na educação infantil: o relato de uma experiência com pais e educadoras. Psicologia: teoria e prática, São Paulo, v. 4, n. 1, jun. 2002. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1516368 72002000100006&script= sciarttext&tlngen . Acesso em: 02 jan. 2017.

 

COSTA, Juliana da Silva. Educação inclusiva e orientação sexual: dá para combinar?. Psicol. cienc. prof. Brasília, v. 20, n. 1, p. 50-57, Mar. 2000. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141498932000000100007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 20 maio 2017.

 

COTRIN, Jane Teresinha Domingues. Psicologia e educação especial: perspectivas históricas e políticas. Cuiabá: EdUFMT. 2013

 

D’AGOSTINI, Fabiana Piccoli. Concepções de professoras que atuam na escola especial sobre a inclusão de alunos no ensino regular. 2011. 89 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Oeste de Santa Catarina, Joaçaba. Disponível em: http://www.unoesc.edu.br/images/uploads /mestrado/ fabiana_piccoli_ d_agostini. pdf. Acesso em: 02 jan. 2017.

 

DAZZANI, Maria Virgínia Machado. A psicologia escolar e a educação inclusiva: uma leitura crítica. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 30, n. 2, jun. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414989320 10000200011&scri =scia rttext&tlnn. Acesso em: 02 jan. 2017.

 

DELVAN, Josiane da Silva; RAMOS, Maria Cecília; DIAS, Morgana Brocardo. A psicologia escolar/educacional na educação infantil: o relato de uma experiência com pais e educadoras. Psicologia: teoria e prática, São Paulo, v. 4, n. 1, jun. 2002. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1516368 72002000100006&script= sciarttext&tlngen . Acesso em: 02 jan. 2017.

 

 

GOMES, Claudia; SOUZA, Vera Lúcia Trevisan. Psicologia e inclusão escolar: reflexões sobre o processo de subjetivação de professores. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 32, n. 3. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script =sciarttext&pid=S1414-989320120003000 06. Acesso em: 30 dez. 2016.

 

GOMES, Isadora Dias et al. O social e o cultural na perspectiva histórico-cultural: tendências conceituais contemporâneas. Psicol. rev. Belo Horizonte, vol.22, n.3, pp. 814-831. 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/DOI-10.5752/P.1678-9523.2016V22N3P814. Acesso em: 18  dez. 2017.

 

GONZALEZ-REY, Fernando Luis. Pesquisa Qualitativa em Psicologia: caminhos e desafios. São Paulo: Pioneira: Thompson Learning. 2002.

 

GRANEMANN, Jucélia Linhares. Educação inclusiva: análise de trajetórias e práticas psdagógicas. 2005. 225 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Católica de Dom Bosco, Campo Grande. Disonível em: http://site.ucdb.br/public/md-dissertacoes/7801-educacao-inclusiva-analise-de-trajetorias-e-praticas-pedagogicas.pdf. Acesso em: 30 dez. 2016.

 

GUEDES, Nelzira Prestes da Silva; TADA, Iracema Neno Cecílio. A Produção Científica Brasileira sobre Autismo na Psicologia e na Educação. Psic.: Teor. e Pesq.,  Brasília ,  v. 31, n. 3, p. 303-309,  set.  2015. Disponível em:  <http://www.scielo.br/scielo.php?s cript=sci_arttext&pid=S0102-37722015000300303&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 22 maio 2017.

 

GUI, Roque Tadeu. Grupo focal em pesquisa qualitativa aplicada: intersubjetividade e construção de sentido. Rev. Psicol., Organ. Trab.,  Florianópolis ,  v. 3, n. 1, p. 135-159, jun.  2003 .   Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S1984-66572003000100007&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 09  jul.  2018.

 

HECKERT, Ana Lucia C; ANDRADE, Ricardo Bodart de. Caminhos bifurcantes na educação inclusiva: inclusões e rebeldias silenciosas na educação pública. Fractal, Rev. Psicol.,  Rio de Janeiro ,  v. 22, n. 3, p. 497-512,  dez.  2010. Disponível em:  <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-02922010000900004&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 22 maio 2017.

 

JANUZZI, G. Algumas concepções de educação do deficiente. Rev. Bras. Cienc. Esporte, Campinas, v. 25, n. 3, p. 9-25, maio 2004. Disponível em: http://revista.cbce.org.br/index.php/RBCE/article/view/235/237. Acesso em: 19 dez. 2017.

MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? . São Paulo. 2015.

incompleta

 

SAVIANI, Dermeval.  Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 11.ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2011.

SAVIANI, Derrneval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. 32. ed.- Campinas, SP: AutoresAssociados, 1999.

VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem, São Paulo: Martins fontes. 2000.

VYGOTSKY, L. S. A formação Social da Mente. 6 ed.São Paulo : Martins Fontes, 1998.

VYGOTSKY, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 11 ed. São Paulo. 2010.

VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A defectologia e o estudo do desenvolvimento e da educação da criança anormal. Educ. Pesqui. vol.37, n.4, pp.863-869. 2011. Disponível em:  http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022011000400012. Acesso em: 18 dez. 2017.