Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Avaliação econômica de sistemas de integração lavoura pecuária no Sul de Mato Grosso
Miqueias Michetti

Última alteração: 16-10-18

Resumo


Objetivou-se com esse estudo analisar o custo de produção, as relações beneficio custo e a rentabilidade de sistemas de integração lavoura e pecuária em sucessão ao plantio de soja com quatro gramíneas solteiras e opções de consórcios entre elas. O experimento foi realizado na Fazenda Gravataí, localizada em Itiquira- Mato Grosso. O manejo da área destinada ao experimento seguiu ciclos de produção e foram avaliadas três safras sendo 2014/2015 a 2016/2017. Os consórcios foram estabelecidos com quatro gramíneas: Brachiaria ruziziensis, Panicum maximum cv.Tamani, Brachiaria brizantha cv. Paiaguás, Brachiaria brizantha cv. Piatã, todas solteiras e todas consorciadas com Feijão Caupi (Vigna unguiculata), Feijão Gandu (Cajanus cajan) e Nabo forrageiro (Raphanus sativus). Num total de 16 tratamentos, as quatro gramíneas exclusivas e seus consórcios com as outras três espécies, duas leguminosas (Guandu e Caupi)  e uma crucífera (Nabo forrageiro). A taxa de lotação variou de 3 UA/ha a 5 UA/ha, conforme a disponibilidade de forragem. A análise do custo foi baseada nos custos operacionais, referentes aos desembolsos feitos para aquisição de insumos, o custo da hora de trabalho da mão de obra, o gasto com o combustível, ou seja, os custos diretamente associados às atividades produtivas.  A combinação Feijão Caupi e B. brizantha cv. Piatã apresentou um lucro bruto acumulado, nos três anos, de R$ 7.962,24/ha-1 liderando como o tratamento mais lucrativo, inclusive quando comparado com as gramíneas solteiras.  Ainda que na análise do lucro bruto os tratamentos com Feijão – Caupi se destaquem, ao analisar o resultado do beneficio custo observa- se que estes apresentam os menores indicadores  entre os consórcios . Isso sugere a necessidade de maior capital de giro quando se pretende trabalhar com consórcios dessa natureza em ILPF, pois, para cada R$ 1,00 despendido houve um retorno variando entre R$ 1,35 e R$1,39 nos consórcios com caupi, e de R$1,41 a R$ 1,45 nos cultivos solteiros. No entanto,  apenas a Paiaguas solteira foi capaz de aferir maior lucro bruto que os cultivos em consorcio.  O trabalho realizado enfatiza a necessidade de não apenas se avaliar o que é tecnicamente viável para cada região, como também avaliar a disponibilidade de capital para custear os consórcios. Como apresentado, os consórcios podem ser rentáveis e mais lucrativos inclusive quando comparados com pastagens não consorciadas.

 


Palavras-chave


Consórcios, Feijão Caupi, Rentabilidade,