Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Título: Estudo da relação entre comportamento do tipo ansiedade e estímulos aversivos em ratos wistar.
Árthur Galvão Martini, Thiago Marques de Brito

Última alteração: 08-10-18

Resumo


 

Árthur Galvão Martini

Pós-Graduando em psicologia-UFMT

Professor Orientador: Thiago Marques de Brito

Professor. Dr. No programa de pós-graduação da UFMT

 

Introdução

O estudo do comportamento em animais serve, de acordo Snowdon (1999), como uma ponte entre aspectos moleculares e fisiológicos, servindo também de ponte entre o organismo e o ambiente, permitindo contato do neurológico com o que está em volta. Para o autor, o comportamento tem um papel fundamental na adaptação dos animais aos seus contextos ambientais, já que o comportamento é a interação do organismo com o ambiente que consequentemente o ambiente age sobre o organismo.

A pesquisa com animais infra-humanos utilizando o comportamento como foco permite algumas comparações entre o que foi alcançado na pesquisa e suas fundamentações teóricas com o comportamento humano. Dessa forma, para Snowdon (1999), foi possível uma aproximação entre a pesquisa com animais e a Psicologia, além disso, os modelos de pesquisa com animais permitiram o estudo de fenômenos como estresse, agressividade e psicopatologias, assim possibilitando uma maior variabilidade de testes e comparações

Objetivo

Avaliar alterações comportamentais do tipo depressão e ansiedade se apresentam quando o rato é exposto a um ambiente com determinados estímulos aversivos tais como: água impura, alta iluminação, espaço apertado e pouco confortável e alimentação pautada puramente em carboidrato ou gordura.

Referencial teórico

Os modelos animais em psicopatologia têm sido usados desde 1950 para se estudar o sistema nervoso e estudos farmacológicos. De acordo com Gouveia & Brito (2015) esses modelos possuem uma função determinante na compreensão de grandes mecanismos para o desenvolvimento e a manutenção da grande maioria das psicopatologias que são conhecidas a aparecer na clínica.

O labirinto em cruz elevado é demasiadamente útil para se estudar comportamentos aversivos, pois o teste em si é extremamente aversivo, já que coloca o rato em um “campo aberto” desconhecido e em uma altura considerável, algo que para o rato é extremamente aversivo, pois ele fica totalmente exposto, podendo emitir estímulos aversivas nessa mesma situação.

 

Método

Para avaliar a relação foi pensado um procedimento de três etapas, sendo que o número de sujeitos a ser utilizado seria de 96 ratos, divididos em grupos de 4, em que 4 grupos serviram como grupo controle e os vinte restantes de grupo experimental.

Na primeira etapa será apenas com o grupo controle em que 10 irão ser testados para ansiedade e ou outros para depressão e será aplicado um protocolo de estresse crônico nesses grupos.

A segunda parte todos os sujeitos serão colocados no labirinto em cruz elevado para explorar e na terceira etapa será novamente o labirinto em cruz elevada com os mesmos sujeitos, porém será utilizado fármacos para ansiedade ou depressão dependendo do grupo.


Palavras-chave


psicobiologia; psicopatologias; experimental

Referências


REFERÊNCIAS

Carobrez, A. P., & Bertoglio, L. J. (2005). Ethological and temporal analyses of anxiety-like behavior: the elevated plus-maze model 20 years on. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 29(8), 1193-1205.

Snowdon, C. T. (1999). O significado da pesquisa em comportamento animal. Estudos de Psicologia (Natal), 4(2), 365-373.