Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
Classificação da cocaína e de maconha apreendida no Estado de Mato Grosso por meio do uso de métodos quimiométricos
Sidnei Rudolf, Carla Grazieli Azevedo da Silva

Última alteração: 22-10-18

Resumo


O Estado de Mato Grosso possui extensa fronteira com um país vizinho que é conhecido por ser grande produtor de plantas de coca, da qual se extrai a cocaína. Além disso, pela mesma fronteira adentra no país a maconha, outro material vegetal contendo o THC, tetrahidrocanabinol. O THC e a cocaína constituem atualmente as principais drogas de abuso consumidas em Mato Grosso e no Brasil. A POLITEC (Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso), um órgão subalterno à Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso é responsável, entre outras atribuições na análise forense, de examinar preliminarmente e definitivamente os materiais suspeitos de seremdrogas de abuso no âmbito do estado de Mato Grosso. A POLITEC faz análise definitiva de drogas suspeitas definindo se não ou não drogas de abuso (cocaína ou maconha) por meio de equipamento de FTIR-ATR (espectroscopia na região doinfravermelho com transformada de Fourier e refletância total atenuada) e há um grande acervo de dados já coletados por meio dos espectros gravados os bancos de dados. O objetivo dessa pesquisa é examinar um subconjunto de tais dados disponíveis, classificar e categorizar tanto a cocaína quanto a maconha apreendida no MT, em termos de grau de adulteração e, se possível for, em identificação dos materiais adulterantes utilizados através do uso da quimiometria, a primeiramente de forma qualitativa por uso da PCA (análise de componentes principais) e depois de forma quantitativa por uso da PLS-DA (mínimos quadrados parciais para análise discriminante).

Referências


  1. Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Relatório Mundial sobre Drogas, 2017.
  2. Pinto, G.A.T.; Freitas, L.G.; Machado, Y. e Marinho, P.A. Rev. Bras. Crimin. 2015, 4, 28.
  3. Rodrigues, N.V. S.; Cardoso, E.M.; Andrade, M.V.O.; Donnici, C.L. e Sena, M.M. J. Braz. Chem. Soc. 2013, 24, 507.