Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Variação da dose e do momento de administração da PGF2α em um protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) em vacas Nelore (Bos Indicus) em anestro pós-parto.
Jefferson Zubler Tomelin, Lílian Rigatto Martins, James Richard Pursley, Bruno Franco de Vechi

Última alteração: 19-10-18

Resumo


Um dos principais motivos da baixa produtividade da pecuária nacional está diretamente relacionado ao prolongamento do período de anestro pós-parto e à ocorrência de anestro nutricional, responsáveis diretos pela redução na taxa anual de produção de bezerros. Uma das tentativas a fim de contornar este problema é a utilização de protocolos hormonais objetivando o retorno à ciclicidade. Os protocolos de IATF mais utilizados no Brasil baseiam-se no emprego de compostos estrogênicos, proibidos em diversos países, em decorrência do potencial carcinogênico destas substâncias. Assim, buscou-se desenvolver um protocolo de IATF livre de compostos esteroidais. Esta pesquisa é um desdobramento de um conjunto de estudos que visaram ao desenvolvimento deste novo protocolo de IATF objetivou-se a avaliação de diferentes doses e diferentes dias de administração de prostaglandina F2α (PGF2α). Foram utilizadas vacas Nelore (n=56), em anestro, com período de espera voluntária variando entre 19 e 53 dias e que foram divididas aleatoriamente em quatro grupos. O protocolo se baseou na utilização de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas); eCG (gonadotrofina coriônica equina) e PGF2α. Os grupos estudados foram: Grupo1 (D8,5: 500µg de PGF2α), Grupo 3 (D7,5: 1000µg de PGF2α) e Grupo 4 (D8,5: 1000µg de PGF2α). Foi realizado o acompanhamento da dinâmica folicular ovariana por meio de exame ultrassonográfico (Sonoscape a5) com um transdutor linear transretal de 8 MHz a fim de determinar a taxa de ovulação após a primeira e após a segunda injeções de GnRH que compõem o protocolo. As análises foram realizadas em D0, o dia em que se iniciou o protocolo); D2,5; D5; D7,5; D8,5; D9,5; D10,5; D11,5 e D12,5. Os resultados parciais referentes às taxas de ovulação após a administração de GnRH em dois momentos do protocolo de IATF foram: Grupo 1 (12/15, 80%; 9/15, 60%, respectivamente); Grupo 2 (8/14, 57,14%; 11/14, 78,57%, respectivamente); Grupo 3 (11/14, 78,57%; 9/14, 64,28%, respectivamente) e, Grupo 4 (9/13,69,23%, 9/13,69,23%, respectivamente). A taxa de retorno à ciclicidade foi de 89,28%, demostrando a eficácia do protocolo neste quesito. Os resultados obtidos até o momento são parciais, de forma que é necessária a realização da análise completa dos dados para obtermos uma conclusão a respeito de todos os demais parâmetros que foram avaliados nesta pesquisa.

Palavras-chave


Anestro pós-parto, Ciclicidade, Puberdade