Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VII Semana Acadêmica da Faculdade de Educação Física e X Seminário de Socialização de Práticas de Estágio

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EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: RELATÓRIO DE UMA EXPERIÊNCIA DESENVOLVIMENTISTA NO ESTAGIO SUPERVISIONADO II
Ana Carrilho Romero Grunennvaldt, Otomar Pereira de Pereira, athan Vinícius Nascimento Costa

Última alteração: 13-08-19

Resumo


Introdução: O Art. 1º da Lei 11.788/08, diz que o Estágio é um ato educativo escolar supervisionado, portanto obrigatório e de construção da identidade profissional do educando. O Ensino Fundamental (7 a 14 anos), em geral e o Ensino Fundamental I, especificamente, é a área de atuação do Estágio Supervisionado II, fazendo a transição da Educação Infantil, para um estágio mais avançado. Objetivo: O Relatório de Estagio Supervisionado II tem como objetivo, relatar as experiências vivenciadas na Regência das aulas de Educação Física na EMEB Dr. Orlando Nigro e na EMEB Prof.ª Tereza Lobo, realizado com turmas do 2º Ano do Ensino Fundamental I, no semestre 2019/1. O problema pedagógico foi dimensionado a partir da necessidade de atender três turmas de 2ª Ano, pertencentes cada uma delas a uma realidade diferente, sendo hipotetisado ser possível aplicar as mesmas atividades para ambas, pois, apesar de estarem inseridas em ambientes diferentes, estão os alunos na mesma faixa de desenvolvimento. A abordagem desenvolvimentista seguiu a proposta de Krebs (1988) e pelo Ministério de Educação e Cultura (1987). Método: O Estágio foi dividido em três grandes momentos, o primeiro, destinado ao planejamento geral, o segundo, a execução da Regência, e um terceiro, onde as vivências foram relatadas na confrontação do problema pedagógico apresentado e a teoria aplicada em sua solução. No campo dos conteúdos foi trabalhado o Saber, onde os alunos tomaram posse dos objetivos da aula de educação física prevista para o dia; o Fazer, onde os alunos executaram as atividades planejadas e o Ser, onde a participação cooperativa foi enfatizada.  O Plano de Aula foi construído a partir da divisão dos horários disponíveis, com uma Parte inicial - 25 minutos, uma Parte Principal – 65 minutos sendo das 07:25h às 08:30 h  e uma Parte Final, foram  disponibilizados 25 min ,para a Professora Titular desenvolver os assuntos de caráter geral próprios da Escola. As avaliações foram feitas através de roda de diálogo, que objetivaram saber o nível de percepção dos alunos das atividades realizadas. Resultados: Os Planos de Aula foram construídos, rigorosamente, seguindo a BNCC, currículo da Escola e o proposto por Krebs (1988), iniciando-se por um diagnóstico, um enquadramento as diretrizes da escola. As atividades foram organizadas buscando um aumento da complexidade e dificuldade dos exercícios, sendo possível manter o mesmo tipo de planejamento e obter o mesmo tipo de resultado nas duas Escolas, local de Estágio. Conclusão: A hipótese estabelecida, mostrou-se correta, ficando os casos de não sucesso pleno nas atividades e capacidades desenvolvidos nas aulas, adstritos a questões pontuais dos alunos (PCD, Tensionamentos nas Relações), não relacionadas a prática proposta, sendo possível responder nosso problema pedagógico de forma afirmativa, sendo possível atender, com Planos de Aulas iguais, durante o Estágio, a três turmas de 2ª Ano do Ensino Fundamental I, mesmo que pertencentes cada uma delas a uma realidade diferente.