Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VII Semana Acadêmica da Faculdade de Educação Física e X Seminário de Socialização de Práticas de Estágio

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PERFIL DE FORÇA ISOMÉTRICA EM MEMBROS SUPERIORES DE ADOLECENTES PRATICANTES DE VOLEIBOL INTEGRANTES DAS EQUIPES INICIANTES “A” E “B” DE UM PROJETO DE INICIAÇÃO DESPORTIVA – ESCOLINHA DE VOLEIBOL
Douglas Barbosa de Souza, Nathan Vinícius Nascimento Costa, Otomar Pereira de Pereira, Tomires Campos Lopes

Última alteração: 13-08-19

Resumo


INTRODUÇÃO: O voleibol é um esporte que requer força em membros superiores, inferiores e do tronco. Diante disso, ao rever a literatura verifica-se que os principais estudos estão direcionados para a capacidade de força de membros inferiores, talvez por apresentar um volume mais aparente em ações de ataque e bloqueio, carecendo, entretanto de estudos mais profundos da capacidade de força em membros superiores. OBJETIVO: Identificar se existe diferença na capacidade de força em membros superiores de adolescentes praticantes de voleibol dos níveis Iniciantes “A” e Iniciantes “B” de um projeto de iniciação desportiva na modalidade de voleibol. O critério para ingresso é: aprovação da inscrição, exclusivamente para a equipe iniciante “A”. A progressão para a equipe iniciante “B” dar-se-á após: cumprir totalmente o planejamento previsto para a equipe iniciante “A”, receber avaliação positiva em todas as fases de aula da equipe iniciante “A”, cada avaliação atribui uma estrela, totalizando quatro estrelas, ao final do semestre. METODOLOGIA: Vinte e quatro praticantes, sendo 13 da equipe de iniciantes ‘‘A’’ e 10 da ‘‘equipe de iniciantes ‘‘B’’ de um projeto de Iniciação Desportiva – Escolinha de Voleibol. Para mensuração da força isométrica foi realizado Teste de Força manual (Dinamômetro Crown Manual, Filizola LTDA), Teste de Força escapular (Dinamômetro Crown Escapular, Filizola LTDA,), Teste de Força de preensão lombar (Dinamômetro Crown Lombar, Filizola LTDA). Em relação à verificação do estágio de maturação foi realizado o Teste de Tanner (MENESES et al., 2008) e foi feito o cálculo da idade decimal para real verificação da idade (BARBOSA et al. 2012). A pesquisa foi do tipo descritiva sendo utilizado Pacote Estatístico SigmaPlot SYSTAT® Versão 3.0. Os dados que apresentaram normalidade foram expressos como média±desviopadrão e os demais como mediana. O Teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para testar a normalidade e o Teste U de Mann-Whitney para comparação dos dados não pareados. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para testar a distribuição de dados e a não normalidade. Teste t de Student pareado foi usado para verificar o efeito do exercício ou controle sobre a atividade.

RESULTADOS: EQUIPE A: ID = Idade Decimal (12,76±1,01); DM = Dinamometria Manual (22,08±,60); DE = Dinamometria Escapular (15,43±5,36); DL= Dinamometria Lombar (62,15±17,85); MM= Mamas (3,31±1,18*,**); PP= Pelos Pubianos (2,85±1,28*,**). EQUIPE B: ID = Idade Decimal (13,76±0,89); DM = Dinamometria Manual (22,00±8,03); DE = Dinamometria Escapular (15,45±3,56); DL= Dinamometria Lombar (68,73±2,07); MM= Mamas (2,55±2,07*,**); PP= Pelos Pubianos (3,73±0,79*,**). (*) Não para Normalidade dada no Teste de Shapiro-Wilk com pareamento dado pelo Teste U de Mann-Whitney; (**) Significância p0,05, dada no Teste “t”.Foi constatada diferença significativa (p0,05), entre a Equipe Iniciante “A” e Equipe Iniciante “B”, nos indicadores MM (p<0,05) e PP (p<0,05). CONCLUSÃO: Como conclusão desta pesquisa verifica-se que a diferença absoluta (Kgf) na Capacidade de Força Isométrica de Membros Superiores dos adolescentes praticantes de voleibol dos níveis Iniciantes “A” e Iniciantes “B” da amostra pesquisada, deu-se em virtude da diferença natural do Estagiamento Maturacional dos Alunos, podendo não sendo possível verificar a contribuição do Modelo deEnsino aplicado as aulas para este resultado.

Palavras-chave: Iniciantes; Capacidade de Força Isométrica; Membros Superiores