Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IV Semana Acadêmica de Sinop

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INFLUENCIA DA MUSICOTERAPIA NO COMPORTAMENTO ANIMAL
Samanta Aldete Martins Vieira, Patrícia Costa Marisco, Maycon Paula Ribeiro Torres, Pacífica Pinheiro Cavalcanti

Última alteração: 05-10-17

Resumo


A musicoterapia é um tipo de tratamento que utiliza músicas com letra ou somente na forma instrumental, em que o objetivo não é aprender a cantar ou tocar um instrumento, mas saber reconhecer os sons de cada um e ter a possibilidade de expressar suas emoções. O objetivo do presente estudo foi investigar os possíveis efeitos de dois estilos de música no comportamento de camundongos submetidos aos testes experimentais clássicos de ansiedade e depressão. Foram testados 48 camundongos machos albinos da linhagem swiss, com aproximadamente 45 dias de idade. Após o período de aclimatação de 15 dias, os animais foram divididos em 6 grupos (G1: Controle negativo; G2: Diazepam; G3: Fluoxetina; G4: Naive; G5: Rock; G6: Mozart). Durante 30 dias, os grupos G5 e G6 foram submetidos à musicoterapia diariamente (1 hora de sessão por dia). Os grupos G1, G2 e G3 foram tratados diariamente por via oral (gavagem). Ao término da última etapa das sessões musicais, os animais foram submetidos à avaliação comportamental através da realização dos procedimentos experimentais: Teste do Campo Aberto (TCA), Teste do Labirinto em Cruz Elevado (LCE), Teste de Esconder Esferas (TEE) e Teste do Nado Forçado (TNF). Após os testes comportamentais, os animais foram foram submetidos a aprofundamento do plano anestésico e posteriormente à eutanásia por deslocamento cervical. O número da aprovação deste projeto no Comitê de Ética em Experimentação Animal é 80243/2013. O resultado do teste de locomoção espontânea não apresentou limitações que impedissem os animais de evoluírem para os demais testes.  Em relação ao labirinto em cruz elevado não foi observado diferença estatística entre os grupos analisados. O teste de esconder esferas não revelou nenhum efeito que possa ser considerado como anticompulsivo. O teste de nado forçado apresentou diminuição no tempo de nado e aumento no tempo de imobilidade no grupo de animais que escutou Rock. A partir dos dados obtidos com a utilização da musicoterapia, por quatro semanas, na avaliação comportamental dos animais, conclui-se que a categoria Rock promoveu um perfil depressivo nos animais, todavia não houve manifestação de ansiedade, nem tampouco de Transtorno Obsessivo Compulsivo ( TOC).