Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IV Semana Acadêmica de Sinop

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Acidificação da cama de frango na ocorrência de pododermatite em frango de corte
Juliana de Fatima Pereira de Lima, Claudia Marie komiyama, Ednaldo Antônio de Andrade, Nariane Silva Gonçalves, Ana Claudia Ferreira de Andrade, Diandra Nathaly de Araújo Bet, Carlos Mezzalira Júnior

Última alteração: 05-10-17

Resumo


A reutilização contínua da cama de frango é um agravante para a ocorrência de pododermatite nas aves, pois o alto teor de umidade propicia ambiente favorável para o desenvolvimento das lesões. Uma alternativa seria tratar a cama com compostos químicos absorve o teor de umidade e promovem melhorias à sua qualidade. Assim, objetivou-se avaliar o efeito do uso de acidificante em cama de 6° reutilização sobre a ocorrência de pododermatite em frango de corte. Foram utilizados quatro aviários comerciais de pressão positiva com densidade de 12 aves/m² e cama de casca de arroz. Dois destes aviários foram destinados ao controle e dois submetidos ao tratamento com acidificante composto sulfato de cálcio ativado com ácido sulfúrico e filossilicato expandido aplicado na superfície da cama, dois dias antes do alojamento dos pintinhos, na concentração de 700 g/m² na área do pinteiro e 300 g/m² no restante do aviário após os 14 dias de criação. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com dois tratamentos. As avaliações da incidência e severidade de pododermatite foram realizadas por exames macroscópicos, amostrando 2% em cada galpão (400 aves), avaliando patas direita e esquerda aos 14, 28 e 42 dias de idade, sendo adotado o escores zero (sem lesão), 1 (lesão em < 25%), 2 (lesões entre 25 e 50%) e 3 (lesões em >50% das patas). Utilizou-se o teste de Wilcoxon (5%) pareado comparando as médias. A utilização do tratamento com acidificante na cama promoveu alterações nas lesões podais aos 14, 28 e 42 dias de idade dos frangos de corte (P=0,01). As incidências de lesões nas patas direita e esquerda aumentaram aos 14 dias na cama tratada com acidificante. Mas aos 28 e 42 dias de idade a incidência das lesões foram menores na cama acidificada em comparação ao controle. O que pode ter ocorrido aos 14 dias é o contado das patas com o acidificante devido à presença do ácido. E ao se incorporar na cama promoveu a absorção da umidade e diminui o emplastamento, reduzindo assim o índice lesões, que progridem através do elevado teor de umidade, aumento de excretas e maior peso das aves, o que não ocorreu na cama acidificada. Assim, conclui-se que o uso do acidificante na cama de 6° reutilização reduz as lesões podais aos 28 e 42 dias de idade dos frangos de corte.