Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IV Semana Acadêmica de Sinop

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Características estruturais do pasto de Urochloa.brizantha cv. BRS Piatã, em sistema de suplementação animal, na época seca no Norte do Estado de Mato Grosso
Isadora Macedo Xavier, Dalton Henrique Pereira, Douglas Pina, Bruno Pedreira, Ronny Matheus Bilha Almeida, Artur Carmanini Faria, Roberto José Schmidt Júnior

Última alteração: 05-10-17

Resumo


O diferimento da pastagem é uma estratégia de manejo que consiste em garantir acúmulo de forragem para ser utilizada durante o período de escassez de recurso forrageiro. A importância de mensurar as características estruturais do pasto diferido, sob pastejo na época da seca, é fundamentada no reconhecimento de que a estrutura do pasto é uma característica determinante tanto na dinâmica de crescimento, quanto no comportamento ingestivo dos animais. Nesse sentido, objetivou-se avaliar a forrageira Urochloa.brizantha cv. BRS Piatã quanto a dinâmica da massa, altura, densidade de forragem e composição morfológica, utilizada na terminação de bovinos de corte em sistema de suplementação na época seca no Norte do Estado de Mato Grosso. Foram utilizados vinte e oito bovinos da raça Nelore, não castrados, com idade média de 20±2 meses e com PC médio inicial de 480±5 kg, num delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e sete repetições. O experimento iniciou em 16 de junho de 2016, sendo 14 dias de adaptação gradual e 84 dias de desempenho, totalizando 98 dias. A área total possuía 7,5 ha dividida com cercas elétricas em 4 piquetes com 1,88 ha cada, formados com Urochloa brizantha cv. BRS Piatã, diferida em fevereiro de 2016. O método de pastejo utilizado foi o de lotação contínua com taxa de lotação em cabeça ha-1 fixa, com média de 4,5 UA/ha. Os suplementos isonitrogenados, foram formulados para conter 16% de PB (%MS) e fornecidos na proporção de 1,7% do PC animal-1 dia-1 A massa de forragem (MF) foi medida nos dias (29/jun, 14/jul, 27/jul, 10/ago, 24/ago, 08/set e 21/set), em três áreas do piquete. A mensuração da altura de forragem foi feita simultaneamente a MF, em 50 pontos representativos, para estimativa da densidade da forragem em kg de MS/ha.cm-1. A massa de forragem total (MFT) apresentou variação sazonal entre os dias de amostragem (5,21; 4,83; 4,57; 6,65; 5,42; 3,43 e 3,73 t de MS/ha-1) respectivamente. Houve decréscimo nos valores médios da altura do pasto (57,1cm Jun/Jul, 41,4cm Jul/Ago, 35,7cm Ago/Set). A relação folha:colmo na MFT foi decrescente, o mesmo ocorreu para massa de lamina foliar verde (MLV) no. Assim, apesar da variação sazonal, a dinâmica de massa de forragem possibilita que os animais tenham uma fonte de volumoso disponível durante a terminação de bovinos de corte em sistema de suplementação na época seca no Norte do Estado de Mato Grosso.