Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IV Semana Acadêmica de Sinop

Tamanho da fonte: 
Avaliação dos Sinais e Sintomas da APLV
Matheus França Gouveia da Silva, Andressa Gabrielly Rodrigues Beserra, Diogo Rios de Ávila, Karoline Almeida Ramos, Marcel Augusto Mezacasa, Gleici Filipetto Segato

Última alteração: 09-10-17

Resumo


A Alergia às Proteínas do Leite de Vaca (APLV) é uma importante alergia alimentar decorrente de reações mistas, mediadas ou não-mediadas por imunoglobulinas E. Possui maior prevalência no primeiro ano de vida e a maioria tem resolução espontânea até o quinto ano de vida. Esta patologia possui sintomatologia variada, mas pode ser diferenciada a partir do tipo de reação desenvolvida pelo organismo. Um diagnóstico bem feito é composto por uma anamnese completa com enfoque no histórico familiar aliada a um bom exame físico. No entanto, o exame padão-ouro ainda é o de provocação oral (PPO). O tratamento consiste em uma dieta de exclusão das proteínas do leite de vaca e posterior reintrodução gradual. Este estudo contemplou a análise de 683 prontuários de pacientes de ambos os sexos do consultório pediátrico da Dra. Gleici Filipetto Segato, no município de Sinop-MT. A partir daí, 20 prontuários (pacientes com APLV) foram direcionados para estudo, sendo analisadas as mais diversas características específicas de cada um. Nesse sentido, observou-se uma prevalência de 2,92%, sendo a maioria do sexo masculino. A faixa etária com mais casos, no estudo, foi de dois meses a cinco anos e três meses (60%). O sintoma mais comum verificado foi diarreia (45%). O tratamento mais utilizado para lactentes foi o de aleitamento materno exclusivo com dieta isenta de proteínas do leite de vaca (41,1 %) feita pela mãe.

Palavras-chave: alergia, crianças, leite, pesquisa, vaca.


Referências


1- LOZINSKY, A. C.; DE MORAIS, M. B. Eosinophilic colitis in infants. Jornal dePediatria (Versão em Português), São Paulo v. 90, n. 1, p. 16-21, 2014.

2- SOLE, D. et al. O conhecimento de pediatras sobre alergia alimentar: estudopiloto. Revista Paulista Pediatria, São Paulo, v. 25, n. 4, p. 311-6, 2007.

3- AGUIAR, A. L. O. et al. Avaliação clínica e evolutiva de crianças em programa deatendimento ao uso de fórmulas para alergia à proteína do leite de vaca. Revista PaulistaPediatria, São Paulo, v. 31, p. 152-8, 2013.

4- CORREA, F. F. et al. Open challenge for the diagnosis of cow's milk proteinallergy. Jornal de pediatria, Rio de Janeiro Sv. 86, n. 2, p. 163-163, 2010.

5- KODA Y. K. L., et al: Diarréia por alergia alimentar. Marcondes E. Pediatria básica. 8ed. São Paulo: Sarvier, 1991, vol.2, p. 1194-1196.

6- CORTEZ, A. B. et al. Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamentoda alergia ao leite de vaca no lactente. Revista Paulista de Pediatria, São Paulo, v.25, n o 2,2007.

7- MACITELLI, M. R. Alergia à proteína do leite de vaca. São Paulo, 2011.

8– FERREIRA, S.; PINTO, M.; CARVALHO, P.; GONÇALVES, J. P.; LIMA, R.;PEREIRA, F. Alergia às proteínas do leite de vaca com manifestações gastrointestinais.Revista Nascer e Crescer, Porto, vol. 23, n. 2, p. 72 – 79, 2014.