Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, Cuiabá 300 anos - Debates sobre educação, pesquisa e inovação

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RELAÇÕES RACIAIS E ENFERMAGEM COMO TEMA DO ESTADO DA ARTE AO DESENVOLVIMENTO DE ESTUDOS E PESQUISAS
Valdeci Silva Mendes, Candida Soares da Costa

Última alteração: 16-08-19

Resumo


O texto é de natureza bibliográfica em uma revisão de literatura, todavia ela está vinculada a dois momentos distintos de pesquisa. A que resultou no Mestrado em Educação concluída em 2015 e a do Doutorado também em Educação em andamento para a qualificação. Esse tipo de revisão, dispensa a avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, mas ao estar vinculada às ações no desenvolvimento de pesquisas com a ida a campo, têm jurisdições amparadas nas distintas aprovações à época dos projetos de pesquisas, principalmente pela opção de trazer dados de campo para esse diálogo. A busca das produções se deram por meios de descritores, relações raciais, raça e racismo, agrupados um por vez ao descritor enfermagem na Bases de Dados da CAPES e da Biblioteca Virtual de Saúde. Do volume total de 1.450 produções, voltou-se atenção as que versão sobre a história da enfermagem, em um total de 11, prontamente as que tem dado a atenção aos fatos do passado em que as dinâmicas das relações raciais, raça e racismo à época foram usados como instrumento à organização da profissionalização da enfermagem e explicitam o processo diferenciado de privilégios de acesso as mulheres brancas nas primeiras Escola de Enfermagem no Brasil, diametricamente oposto, excluindo mulheres negras. E no que se refere a historiografia, o silenciamento de negros e negras que atuavam na enfermagem antes da profissionalização, na contramão, a construção da identidade profissional vinculada a imagens de mulheres brancas.