Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, SEMINÁRIO DO ICHS – Humanidades em Contexto: saberes e interpretações (2014)

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POLÍTICA SOCIAL E SEGURANÇA PÚBLICA EM TEMPOS DE BARBÁRIE
Eduardo Anicésio de Matos, Liliane Capilé Charbel

Última alteração: 18-07-17

Resumo


O presente artigo tem como objetivo discutir os abalos ocorridos nos modelos de proteção social a partir da reestruturação do Capital no início da década de 1970 que tiveram fortes repercussões sobre os modelos de proteção social que predominaram no período pós-segunda Guerra que foi denominado por muitos autores como “os anos dourados”. Entretanto o Capital mostra no início dos anos 1970 que se a política social foi um elemento importante na economia política pós-guerra, onde por todo mundo capitalista desenvolvido ocorreu um período de crescimento e prosperidade sem precedentes, sua condição não é a mesma na onda longa de estagnação no decorrer da década de 70. Nesse sentido o Estado privilegiará medidas coercitivas para o enfrentamento das manifestações da questão social. São tempos de destruição das políticas de proteção social e do aumento de ações repressivas , onde o encarceramento, o genocídio e a violência fazem parte essencial para o controle e a manutenção da ordem. Se em meados do Século XX , o Capital monopolista teve como estratégia o Welfare State e medidas civilizatórias para superar o agravamento da luta de classes e a crise econômica que se arrastava desde 1929, as medidas tomadas no final desse século XX faz parte da estratégia dessa mesma classe hegemônica para superação da crise que se instala desde o início dos anos 1970. Dessa forma utilizaremos como suporte teórico os autores Loic Wacquant, Elaine Behring, Potyara Pereira e Pierson .

Palavras-chave


Política Social; Capitalismo; Segurança Pública

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