Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, SEMINÁRIO DO ICHS – Humanidades em Contexto: saberes e interpretações (2014)

Tamanho da fonte: 
INTERDISCIPLINARIDADE NOVOS PARADIGMAS NO ENSINO DE HISTÓRIA
Anna Ribeiro Costa, Rosana Lia Ravache, Rosemar Eurico Coenga

Última alteração: 19-07-17

Resumo


Pretende-se apresentar uma proposta didático-pedagógica interdisciplinar para o Ensino Médio, tendo como ponto de partida a obra literária O rei e o menino índio, de Cláudio e Orlando Villas Bôas, de 1986, da Editora Kuarup, Coleção Pachachá. Nesta proposta, a interdisciplinaridade ocorre entre a Literatura, História e Geografia, quando se discute o processo histórico de criação do Parque Indígena do Xingu, iniciado na década de 1950, palco da obra em epígrafe, a presença belga no Brasil  (Fazenda Descalvados, em Mato Grosso) e na África (Congo Belga). Os espaços geográficos são conhecidos e explorados, a fim de que se possa entender a importância desse aporte nos estudos e pesquisas de várias áreas do conhecimento. A obra do peruano, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2010, Mario Vargas Llosa, O sonho do celta, enriquece tanto a proposta interdisciplinar como a discussão sobre a presença dos belgas na África, já que o rei da qual a obra literária se refere é Leopoldo III, da Bélgica. O documentário Um rei no Xingu, de Helena Tassara, une-se tanto aos dados históricos quanto aos geográficos como outro instrumento para relatar a estada do monarca entre os índios xinguanos. O suporte teórico adotado, obras do campo histórico (escola francesa), geográfico (geografia cultural) e literário (interdisciplinaridade), vincula-se às tramas históricas e, assim, formando um tecido interdisciplinar para divulgar fatos mato-grossenses, tendo o Parque Indígena do Xingu como cenário inicial.


Palavras-chave


Proposta didático-pedagógica interdisciplinar; O rei e o menino índio; O sonho do celta; Presença belga em Brasil; Congo Belga

Texto completo: PDF