Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, SEMINÁRIO DO ICHS – Humanidades em Contexto: saberes e interpretações (2014)

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DESVIO E PUNIÇÃO NA SOCIEDADE DOS CATIVOS: UMA ANÁLISE À LUZ DAS CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE HOWARD BECKER E GILBERTO VELHO.
Eliakim Lucena Andrade

Última alteração: 19-07-17

Resumo


Neste trabalho, pretendemos refletir sobre o microespaço social (micro, porém, bastante complexo) da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II) a partir da categoria sociológica “desvio”, pensada pelos sociólogos Howard Becker e Gilberto Velho. Assim sendo, discutiremos os critérios segundo os quais os presos acusam a ação do “outro”, também encarcerado, como desviante. Quem acusa quem? Acusam-no de fazer o quê? Em quais circunstâncias essas acusações são bem sucedidas, no sentido de serem aceitas por outros (pelo menos por alguns outros)? Quais são os princípios e os valores que orientam essa acusação? E, após essa arbitragem, como são aplicadas as punições para aqueles que são rotulados como desviantes? A partir dessas indagações, constatamos que há, no interior deste universo, uma sociedade dos cativos com leis próprias e que funciona paralelamente à disciplina imposta pelo Estado: há um código de conduta seguido à risca pelos presos: a não obediência às regras pode levar à punição do indivíduo encarcerado. Esta pesquisa é fruto de um trabalho de campo etnográfico no interior da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), casa de custódia localizada na Região Metropolitana de Fortaleza, capital do estado do Ceará, Brasil.


Palavras-chave


Desvio; Punição; Prisão;

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